A dinâmica dos pagamentos móveis no Brasil passará por uma flexibilização regulatória profunda. O Banco Central (BC) publicou nesta quinta-feira (18) uma instrução normativa que altera as regras de segurança e operação do limite do Pix por aproximação, extinguindo o teto padrão de R$ 500 que era aplicado a essa modalidade.
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Com a nova determinação do órgão regulador, o correntista ganha autonomia para calibrar o valor de suas transações diárias diretamente nos aplicativos bancários, integrando as compras feitas sem contato ao limite geral já estabelecido para transferências via chaves tradicionais ou leitura de QR Code.
O que muda no limite do Pix
A flexibilização estabelecida pelo BC também engloba as operações efetuadas por meio da Jornada Sem Redirecionamento (JSR) do Open Finance. O mecanismo técnico unifica as regras para pagamentos iniciados diretamente dentro de carteiras digitais consolidadas no mercado, como o Samsung Pay e a Google Wallet.
A medida revoga os atos normativos anteriores para padronizar os critérios de segurança e risco em todo o território nacional. O setor financeiro, compreendendo bancos comerciais, múltiplos e fintechs de pagamento, terá até a data-limite de 1º de outubro de 2026 para concluir o desenvolvimento e a homologação das novas ferramentas de controle de limites em seus sistemas internos.
Para o comércio varejista, o fim da barreira dos R$ 500 deve destravar o fluxo de vendas de maior valor agregado direto nos terminais de atendimento, mantendo a vantagem de custos operacionais e taxas de liquidação sensivelmente menores do que as praticadas pelas credenciadoras de cartões de crédito tradicionais.
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