A lista de 25 metas econômicas prioritárias para 2026, definida pelo ministro da Economia, Fernando Haddad, está organizada em três pilares principais: estabilidade macroeconômica, transformação ecológica da economia e melhoria do ambiente de negócios. A proposta reúne projetos de reforma tributária, ajustes nas contas públicas e medidas para ampliar investimentos e competitividade no Brasil. O plano busca orientar a agenda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos anos do mandato. Combate à inflação, ao desemprego e estabilização da dívida pública estão no radar.

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Quais são os três pilares do plano econômico

O primeiro eixo trata da estabilidade macroeconômica, considerada central pela equipe econômica. O objetivo é manter inflação e desemprego em níveis controlados, fortalecer o arcabouço fiscal e estabilizar a dívida pública.

Nesse grupo estão medidas ligadas à implementação da reforma tributária sobre o consumo, aprovada pelo Congresso em 2023. Entre os pontos em regulamentação estão:

  • Criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços);
  • Definição dos fundos de compensação federativa;
  • Regulamentação do Imposto Seletivo, aplicado a produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Outra proposta defendida pelo governo é ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de discutir mudanças na tributação de grandes fortunas.

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O segundo pilar é o Plano de Transformação Ecológica, voltado a estimular investimentos em economia verde, transição energética e novas cadeias produtivas sustentáveis.

Já o terceiro eixo prevê medidas para melhorar o ambiente de negócios, com simplificação regulatória, ampliação do crédito e incentivo à inovação.

Metas fiscais previstas para 2025 e 2026

O equilíbrio das contas públicas continua no centro da estratégia econômica. Pelo planejamento da equipe de Haddad, as metas fiscais são:

  • 2025: déficit primário zero
  • 2026: superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB)

Segundo o ministro, o Orçamento de 2026 é “crível”, mesmo diante de pressões sobre as despesas públicas. A avaliação do Ministério da Fazenda é que houve uma recomposição parcial das contas públicas após o cumprimento da meta de déficit zero em 2024.

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Para sustentar esse equilíbrio, o governo aposta em:

  • Aumento de receitas ordinárias;
  • Ajustes tributários pontuais;
  • Mudanças em impostos como IOF e Imposto de Importação;
  • Decisões judiciais com impacto na arrecadação.

Desafios para cumprir as metas

Apesar do plano traçado, o governo enfrenta pressões internas para rever a meta de superávit de 0,25% do PIB em 2026. De acordo com a colunista Estela Benetti, o cenário de juros elevados e o crescimento das despesas obrigatórias podem dificultar o cumprimento da meta.

Fernando Haddad, no entanto, tem resistido a alterações. A equipe econômica argumenta que manter o compromisso fiscal é fundamental para preservar a confiança de investidores e dar previsibilidade à economia.

Entre os principais desafios citados pelo Ministério da Fazenda estão o equilíbrio entre receitas e despesas e a necessidade de recompor as contas públicas após déficits acumulados nos últimos anos.

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No Governo do Brasil, a avaliação é que o sucesso das metas dependerá menos do anúncio de medidas e mais da capacidade de executá-las em meio a pressões políticas e restrições fiscais. A estratégia da equipe econômica é tentar combinar disciplina nas contas públicas com espaço para investimentos e crescimento.

Na prática, o desafio será transformar o plano em resultados concretos sem perder o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e demandas sociais — uma equação que deve continuar no centro do debate econômico até 2026.

*Com edição de Luiz Daudt Junior.