Os dois policiais militares presos por suspeita de cobrar R$ 500 mil para livrar um foragido da cadeia deixaram a prisão nesta semana. A dupla estava detida há pouco mais de três meses em Itapema, mas conseguiu um Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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O primeiro PM deixou a sede do batalhão no começo da noite de terça-feira (17), logo após a decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca ser publicada. Imediatamente, a defesa do segundo militar pediu a extensão da decisão e assim garantiu a soltura na quinta (19) à noite.

Os dois negam as acusações. A investigação está sob a responsabilidade da própria Polícia Militar, mas ainda não foi concluída, segundo informou a corporação.

Relembre o caso

A denúncia sugere que os dois militares foram enviados a um hotel em Itapema para verificar se um foragido da Justiça estava hospedado no estabelecimento. José Oswaldo Dell’Agnolo, procurado pela Polícia Federal, foi quem disse à PM que os agentes teriam cobrado uma espécie de propina para não efetuar a prisão. O criminoso teria pago R$ 500 mil à dupla.

Porém, mais tarde, outra guarnição teria ido ao hotel e encontrado e prendido Dell’Agnolo. Durante essa segunda abordagem, ele afirmou ter sido extorquido pela dupla anterior. Desde então, os PMs estavam detidos na sede do 31º Batalhão da Polícia Militar, em Itapema.

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O dinheiro supostamente pago aos policiais ainda não foi encontrado. Os dois presos têm a patente de cabo na PMSC e estão há mais de oito anos na corporação. Dell’Agnolo acabou preso naquele dia 7 de dezembro de 2025, com R$ 5 milhões em dinheiro no hotel. Um mês depois, ele foi solto.

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