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“Pode ser hipertensão, asma, diabetes”, sugere médico ao fraudar laudo de comorbidades

Dois foram presos no Rio de Janeiro acusados de adulterarem documentos

28/05/2021 - 11h13

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Metrópoles
Por Metrópoles
Cada atestado falso era vendido por R$ 20 a R$ 50
Cada atestado falso era vendido por R$ 20 a R$ 50
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Preso na quinta-feira (27) suspeito de falsificar atestados médicos, em Pilares, na zona norte do Rio de Janeiro (RJ), o médico Sérgio Mendes Izidoro deixava que o próprio paciente escolhesse a falsa comorbidade para, com o documento nas mãos, furar a fila da vacinação contra o novo coronavírus.

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“Pode ser hipertensão, pode ser asma, diabetes…”, sugeriu, durante conversa com uma paciente não identificada, em material encaminhado à polícia e obtido pelo Metrópoles. O médico e Augusto Guedes de Carvalho Filho, apontado como dono da clínica, foram detidos, acusados de vender laudos adulterados.

O esquema funcionava da seguinte maneira: o cliente chegava e pedia o atestado. Após efetuar o pagamento em dinheiro, o dono da clínica encaminhava o paciente ao médico, que assinava o laudo, de acordo com a doença que a pessoa quisesse. Cada atestado falso era vendido por R$ 20 a R$ 50. O grupo fazia até 30 atendimentos por dia, de segunda a quinta-feira, desde que se iniciou a campanha de vacinação destinada a pessoas com comorbidades.

Além de prender os médicos, os agentes da Delegacia de Defraudações (DDEF) apreenderam diversos atestados já preenchidos. Em um deles, por exemplo, a comorbidade indicada era hipertensão arterial. Há outros quatro locais em investigação, denunciados por populares. A DDEF vai intimar a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, pedindo a lista de vacinados que apresentaram atestados desse médico para receber a primeira dose. A ideia é tentar ainda identificar a data prevista para aplicação da segunda dose nesse grupo.

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* Bruno Menezes, Tácio Lorran

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