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    “Pode ser que não sejam restritivas o suficiente”, diz infectologista sobre medidas em SC

    Decreto do governo de SC busca frear avanço do coronavírus

    20/07/2020 - 09h48 - Atualizada em: 20/07/2020 - 10h14

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    Por Juliana Gomes
    Entre outras medidas, decreto proíbe circulação em praças, parques e praias
    Entre outras medidas, decreto proíbe circulação em praças, parques e praias
    (Foto: )

    Embora acertadas, as medidas restritivas do decreto do governo de Santa Catarina podem ser insuficientes para conter o avanço da pandemia. A avaliação é do infectologista Rogério Sobroza de Mello. Para ele, as restrições deveriam ter sido adotadas mais cedo, antes que sete regiões do estado entrassem em nível gravíssimo para o coronavírus.

    Com o decreto, está proibida a partir desta segunda-feira (20) a circulação de ônibus municipal e intermunicipal. Desde sábado (18), está proibida também a permanência em parques, praças e praias.

    Essas definições se aplicam a 111 das 295 cidades de SC, que integram sete regiões consideradas em estado gravíssimo para o coronavírus e têm validade de 14 dias. 

    As regiões são: Grande Florianópolis, Foz do Rio Itajaí, Médio Vale, Xanxerê, Laguna, Nordeste (Joinville) e Carbonífera.

    Pelo decreto, está mantida a suspensão de aulas presenciais até 7 de setembro em todo território catarinense.

    - Não precisa esperar entrar no nível gravíssimo para começar as ações. A situação já estava no nível gravíssimo há algumas semanas. Nesse sentido, já poderia ter se começado a trabalhar com a redução. Pode ser que essas medidas não sejam restritivas o suficiente para conter esse avanço. Realmente, estamos tendo um aumento muito grande a cada semana no número de novos casos – afirmou o médico.

    Ouça entrevista:

    Na avaliação do infectologista, a estratégia de evitar aglomerações em locais como praças, parques, praias, salas de aula e ônibus é acertada e necessária para evitar a proliferação da doença. No entanto, o estado deve atentar para outros aspectos:

    - Tão graves quanto a transmissão são a falta de leitos de UTI e a questão dos testes laboratoriais. É necessária uma testagem mais ampla das pessoas, pra poder identificar as que estão infectadas. (...) Temos um número pequeno de laboratórios trabalhando com o PCR, então, muitas vezes demora muito tempo para ficar pronto e já perde a sua validade como ferramenta de prevenção - alertou.

    O infectologista Rogério Sobroza de Mello pondera que quanto maior o número de casos mais difícil é conter a doença.

    - Aquelas medidas em março, quando foram tomadas, talvez tenham sido tomadas precocemente, mas funcionaram muito bem. Mas quando você tem um número maior de pessoas (contaminadas) levam um pouco mais de tempo pra dar efeito, porque ainda vai ter transmissão dentro de domicílio, dentro do comércio, dentro dos locais onde ainda têm contato - afirmou.

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