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Violência

Polícia conclui investigação sobre denúncia de homofobia em briga de bar em Jaraguá do Sul

Homem acusou suspeito de tê-lo agredido por causa da orientação sexual

18/10/2021 - 19h45 - Atualizada em: 18/10/2021 - 19h48

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Hassan
Por Hassan Farias
Testemunhas registraram agressão em vídeo em Jaraguá do Sul
Testemunhas registraram agressão em vídeo em Jaraguá do Sul
(Foto: )

A polícia concluiu a investigação sobre denúncia de homofobia em uma briga de bar registrada em Jaraguá do Sul. Segundo o inquérito, a agressão contra o chefe de cozinha Anderson Luiz Krahl não foi motivada por causa da orientação sexual da vítima.

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O delegado Rodrigo Carriço, responsável pela investigação, afirmou que as provas juntadas ao longo do inquérito não apontaram para o crime de homofobia. De acordo com ele, uma discussão anterior no bar por outro motivo teria sido a causa das agressões.

O suspeito das agressões foi indiciado pelo crime de lesão corporal leve, segundo o inquérito. O caso já foi entregue ao Ministério Público, que anasalisará a documentação e decidirá se denuncia o suspeito pelo mesmo crime ou se tem entendimento diferente da Polícia Civil.

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As agressões vieram à tona após um vídeo repercutir nas redes sociais. Testemunhas registraram o momento em que Anderson é agredido no meio da rua, no Centro de Jaraguá do Sul.

Vítima contou como foram as agressões

​Em entrevista ao AN, o chefe de cozinha contou que havia acabado de sair do bar quando foi agredido. Ele interagiu com um grupo de pessoas que estavam do lado de fora do estabelecimento, entre elas, o agressor. Durante a conversa, questionou o homem se ele era gay e o suspeito se irritou, passando a ofendê-lo.

- Ele disse: ‘Que gay o quê? Vocês são umas aberrações’ - lembrou Anderson.

Após as ofensas, a vítima conta que saiu de perto do homem e passou a conversar com algumas meninas que havia conhecido naquela noite sobre ter descendência alemã e seus avós serem racistas. O homem teria ouvido a conversa e tornou a afrontá-lo com frases pejorativas relacionadas à sua orientação sexual.

- Eu joguei a long neck no chão e questionei a atitude e começamos a discutir. Em seguida, fui embora, porque não era obrigado a passar por aquela humilhação - relatou.

> “Pensei que iria morrer”, diz homem agredido em bar de Jaraguá do Sul

Por causa das agressões, Anderson levou ponto no olho e na boca
Por causa das agressões, Anderson levou ponto no olho e na boca
(Foto: )

Anderson contou que saiu a pé do bar porque estava hospedado a três quadras de distância. Quando estava no meio do percurso, as meninas que conheceu naquela noite o chamaram. Quando estavam sentandos no paralelepípedo para conversar, viram um carro se aproximando.

- Ele desceu do carro, pegou no meu pescoço e começou a me encher de socos na cabeça e no rosto. Ele dizia ‘quanto mais tu gritar, mais eu vou te bater, seu viado’. Achei que iria morrer - exprime o jovem.

Anderson conta que a agressão durou cerca de quatro minutos e o homem só parou de agredi-lo depois que uma senhora, pela janela de um prédio, viu o que estava acontecendo e ameaçou chamar a polícia.

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