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Polícia prende homem que vendia supostas músicas inéditas de Renato Russo

Operação Será teria descoberto 30 composições inéditas

26/10/2020 - 18h08

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Folhapress
Por Folhapress
O principal alvo da polícia carioca foi um estúdio usado pelo artista em seus últimos anos de vida, de acordo com a investigação.
O principal alvo da polícia carioca foi um estúdio usado pelo artista em seus últimos anos de vida, de acordo com a investigação.
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Um homem foi preso nesta segunda (26) pela Polícia Civil do Rio por supostamente comercializar músicas inéditas de Renato Russo, líder da Legião Urbana, uma das bandas mais conhecidas do rock nacional. A prisão ocorreu após cerca de um ano de investigações.

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Policiais da DRCPIM (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra Propriedade Imaterial) cumpriram mandados de busca e apreensão em alguns endereços da capital carioca. O objetivo da ação foi identificar eventuais obras inéditas do cantor e compositor, morto em 11 outubro 1996, em complicações decorrentes da Aids, aos 36 anos.

O principal alvo da polícia carioca foi um estúdio usado pelo artista em seus últimos anos de vida, de acordo com a investigação. No local, estariam escondidas cerca de 30 composições inéditas de Renato Russo, comercializadas ilegalmente, segundo denúncia feita pelo filho do artista, Giuliano Manfredini.

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O filho de Renato encontrou na internet um perfil oferecendo músicas inéditas do pai, do qual o jovem detém os direitos autorais. Ele acionou a polícia, que deu início à investigação.

Chamada de "Será", alusão a um dos grandes sucessos cantados por Renato Russo, a operação apreendeu ainda computadores e arquivos, que serão avaliados. A defesa do responsável pelo estúdio não havia sido localizada até a publicação desta reportagem. 

Morto em 1996, Renato Manfredini Júnior fundou a Legião Urbana, uma das principais bandas surgidas na década de 1980, além de ter tido carreira solo e músicas gravadas por diversos artistas.

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