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Ameaça

Polícia vai pedir arquivamento de inquérito sobre ataque a Ana Hickmann

Segundo o delegado,  cunhado da apresentadora agiu em legítima defesa ao matar o agressor

17/06/2016 - 14h54 - Atualizada em: 17/06/2016 - 14h55

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Por Estadão Conteúdo
(Foto: )

A Polícia Civil de Minas Gerais vai pedir à justiça o arquivamento do inquérito sobre a tentativa de assassinato da apresentadora Ana Hickmann por um fã em hotel da zona sul de Belo Horizonte no dia 21 no mês passado. Segundo o delegado responsável pelo caso, Flávio Grossi, o empresário e cunhado da apresentadora, Gustavo Henrique Bello, agiu em legítima defesa ao matar o morador de Juiz de Fora Rodrigo Augusto de Pádua, 30, que, armado, invadiu o quarto em que Hickmann estava hospedada para matá-la.

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Ao contrário do informado inicialmente pela polícia, Gustavo matou Rodrigo com três tiros na nuca, e não dois. O pedido de arquivamento será feito na segunda-feira. Antes de decisão da Justiça, é preciso parecer do Ministério Público.

As investigações apontaram que Rodrigo tinha em um pen drive e em seu telefone celular, 10.480 fotos, a maioria, da apresentadora. Havia ainda muitos textos de conteúdo "sexual ou amoroso", segundo o delegado.

— Ficou comprovado ainda que em nenhum momento houve retorno por parte de Hickmann de mensagens enviadas por Rodrigo via redes sociais — disse Grossi.

Ainda segundo as investigações, Rodrigo, no dia 20 de maio, fez pesquisa nas ferramentas de buscas Google e Yahoo com a frase "hotel Caesar Business (onde a apresentadora se hospedou) detector de metais". Pesquisou ainda tipos de munição para revólver calibre 38, usado na invasão, e "calibre 22 mata ou não". A munição utilizada foi a chamada "dum dum", com alto poder de ferimento. Não há pistas sobre o local de compra da arma, que tinha numeração raspada.

Abordagem

A tentativa de assassinato ocorreu na tarde de um sábado. A apresentadora estava na cidade com assessores para lançamento de produto de sua marca. Rodrigo se hospedou no hotel no dia anterior, conforme investigações da Polícia Civil, e passou a observar integrantes da equipe da apresentadora a partir do almoço de sábado.

Perto das 14h, Rodrigo rendeu o cunhado e empresário da apresentadora, Gustavo Henrique Bello, e o obrigou a levá-lo até o quarto onde estavam Hickmann e sua assessora Giovana Oliveira, mulher de Gustavo. Ao chegarem, Rodrigo obrigou os três a se sentarem voltados para a parede e passou a xingar a apresentadora. Em áudio gravado por outro integrante da equipe de Hickmann, o cabeleireiro Júlio Figueiredo, que ficou próximo ao quarto, é possível ouvir Rodrigo afirmando que a apresentadora havia duvidado do seu amor.

O agressor então disparou a arma e acertou o ombro esquerdo de Giovana. Hickmann estava abraçada à cunhada com a cabeça na parte da frente do ombro da assessora alvo do disparo. Gustavo, então, reagiu, passou a lutar com Rodrigo, tomou-lhe a arma e o matou com três tiros na nuca, segundo as investigações.

O tiro que acertou o ombro de Giovana passou pelo abdome e saiu pela perna direita. A assessora ficou internada por 12 dias, inicialmente, no hospital Biocor, em Belo Horizonte, e depois no Sírio Libanês, em São Paulo. Em depoimento, o irmão do fã da apresentadora, Helissom Augusto de Pádua, disse que Rodrigo não era desempregado, como afirmara inicialmente, mas trabalhava com fabricação de doces com a mãe.

As investigações mostraram também que Rodrigo havia planejado ir a outros locais na cidade por onde a apresentadora passaria, como o shopping em que aconteceria o lançamento do produto da grife de Hickmann e o aeroporto.

Conforme o parente do agressor, a família sabia da obsessão do irmão por Ana Hickmann e que se já havia decidido conversar com o parente sobre o assunto. Helissom disse ainda que o irmão informou à família que viajaria a Belo Horizonte para conhecer a cidade.

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