A interdição total da ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna, surpreendeu motoristas e gerou dúvidas sobre a segurança da estrutura e os impactos no trânsito. O bloqueio foi determinado pela CCR ViaCosteira após uma inspeção especial identificar o rompimento parcial de fios internos em um dos cabos de sustentação da construção. Apesar da ocorrência, a concessionária e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reforçam que não há risco estrutural e que a medida foi adotada de forma preventiva.

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Com previsão inicial de cerca de dez dias para os trabalhos, a liberação dependerá do resultado das inspeções realizadas durante a manutenção. Confira o que se sabe até o momento.

O que motivou a interdição?

A decisão foi tomada após uma inspeção especial realizada nesta semana identificar uma anomalia em um dos cabos de sustentação da estrutura.

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Segundo a ViaCosteira, houve o rompimento parcial de fios internos em apenas um dos 90 cabos que compõem o sistema estrutural da ponte. O cabo não se rompeu completamente, mas a concessionária optou por interditar a estrutura para realizar o reparo e aprofundar as análises.

O relatório técnico foi concluído na quinta-feira (9), e a interdição dos dois sentidos ocorreu logo em seguida.

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A ponte corre risco?

De acordo com a concessionária responsável pela construção, a ponte não corre risco. Durante entrevista coletiva, a ViaCosteira afirmou diversas vezes que a integridade estrutural da ponte Anita Garibaldi está preservada e que não existe risco de colapso.

A interdição foi adotada para que as equipes possam trabalhar com segurança no interior da estrutura e verificar se há necessidade de outros reparos.

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A ANTT informou que acompanha todas as etapas da operação por meio de equipes técnicas e de fiscalização.

Como o problema foi descoberto?

A concessionária realiza inspeções visuais frequentes em todas as obras de arte da BR-101 e promove duas inspeções especiais por ano na ponte Anita Garibaldi.

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A primeira vistoria detalhada de 2026 ocorreu em abril e não apontou irregularidades. Já a segunda, realizada nesta semana, identificou o rompimento parcial dos fios internos de um dos cabos.

Segundo a ViaCosteira, a decisão de fechar a estrutura foi tomada imediatamente após a conclusão do relatório técnico.

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Quanto tempo a ponte ficará interditada?

A estimativa inicial é de aproximadamente dez dias. Nesse período, será realizado o reparo do cabo afetado e novas avaliações estruturais.

Caso os estudos confirmem que a anomalia está restrita ao ponto já identificado, a expectativa é que a ponte seja liberada após a conclusão dos trabalhos. Se forem encontrados outros pontos que necessitem de intervenção, o prazo poderá ser ampliado.

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Um consultor italiano especializado em pontes estaiadas acompanha as inspeções e auxilia na análise técnica da estrutura.

Como fica o trânsito?

Com a interdição da ponte, o tráfego da BR-101 passou a ser desviado pelo acesso provisório da Cabeçuda.

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No local, o fluxo ocorre em pista simples e está sujeito à formação de filas, principalmente nos horários de maior movimento. A orientação é que os motoristas programem a viagem com antecedência e respeitem a sinalização implantada pela concessionária.

Rotas alternativas

Para quem precisa evitar o trecho, algumas opções são:

  • SC-100, pelo Farol de Santa Marta, para deslocamentos regionais;
  • Balsa entre Laguna e Ponta da Barra, destinada principalmente a veículos leves e moradores;
  • BR-282, para viagens de longa distância entre diferentes regiões do Estado, embora com aumento significativo no percurso.

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A escolha da melhor rota depende da origem e do destino da viagem.

Sobre a ponte Anita Garibaldi

Inaugurada em julho de 2015, a ponte Anita Garibaldi é uma das principais obras de engenharia rodoviária de Santa Catarina e um dos cartões-postais do Sul do Estado.

A estrutura possui 2,8 quilômetros de extensão, pista dupla e um vão central de 400 metros sustentado por cabos de aço. As duas torres ultrapassam os 50 metros de altura, e, na época da inauguração, a expectativa era de que cerca de 27 mil veículos passassem diariamente pelo local.

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Além de integrar a duplicação da BR-101, a ponte se tornou um dos principais corredores logísticos entre o Norte e o Sul de Santa Catarina, o que explica os impactos provocados pela interdição.