A ponte invertida, construída em Guaratuba, cidade paranaense na divisa entre Santa Catarina e o Paraná, costuma desafiar os motoristas pela sua estrutura incomum. Em épocas de maior movimento de banhistas, principalmente no verão, aumentam os casos de registros de acidentes de motoristas que acabam levados pela correnteza do rio São João. Os casos são frequentemente filmados e viralizam na internet.

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Uma ponte invertida é o tipo de estrutura que fica sob uma pequena maré de água. Entretanto, quando há chuvas, por exemplo, a correnteza pode aumentar, formando a cabeça d’água, submergindo totalmente a edificação. Por isso, motoristas que fazem a travessia precisam ter cuidado redobrado no local.

Confira fotos da ponte invertida na divisa entre SC e PR

Flagrantes curiosos viralizam nas redes sociais

Na ponte invertida de Guaratuba, localizada a cerca de 300 metros de Garuva, cidade do Norte catarinense, vários flagrantes de acidentes foram registrados ao longo dos últimos anos e compartilhados em um perfil de rede social. 

Apesar do tom curioso, moradores locais reforçam que os motoristas devem redobrar o cuidado para cruzar a ponte invertida, principalmente porque os veículos dividem o mesmo espaço com banhistas. De “escapadas” a quedas na ponte, confira abaixo os cinco flagras mais inusitados.

Motociclista levado pela correnteza

Um dos casos de maior repercussão que aconteceu no local foi de um motociclista que foi levado pela força da correnteza antes de completar a travessia. Nas imagens, é possível ver que a motocicleta avança até parte da estrutura, mas, em determinado momento, acaba sendo arrastada e engolida pela água.

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O homem caiu junto com a moto dentro do rio e, inclusive, para conseguir retirar a moto de dentro das águas foi necessário usar um cabo, que a puxou para fora do rio. O caso aconteceu em 28 de setembro do último ano.

Ônibus escapa da ponte invertida

Já em outro flagrante, um mini-ônibus acabou “escapando” da estrutura da ponte e ficou com parte da estrutura dentro da água. Um grupo de pessoas se reuniu para tentar recuperar o veículo. Apesar do registro do momento, não é possível saber o desfecho do acidente, que foi publicado em 21 de setembro de 2025.

Carros “estacionam” dentro do rio

Em 13 de outubro, um outro registro também chamou a atenção nas redes sociais. Dois carros, de um modelo conhecido como usado em trilhas de mata, saíram completamente da ponte invertida para “estacionar” no rio São João. 

É possível observar, pelo vídeo, que não havia banhistas naquele momento. No entanto, a prática pode ser considerada perigosa para os próprios condutores, com o risco iminente de ter o veículo levado pela correnteza.

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Força-tarefa para recuperar carro

No último verão, também houve registro de problemas envolvendo carros na ponte invertida. Em um vídeo publicado em 11 de janeiro deste ano, um grupo de pessoas aparece em uma verdadeira “força-tarefa” tentando recolocar um automóvel na ponte, após outra “escapada”.

Nas imagens, o veículo está com as duas rodas da esquerda para fora da estrutura. Enquanto isso, banhistas aproveitavam para se refrescar nas águas.

Dupla cai de moto durante travessia na ponte

Em um registro mais grave, dois homens sofrem uma queda após uma travessia na ponte. Quase concluindo o trajeto, a dupla cai, já em solo. Passageiro e condutor chegaram a ser arremessados com a força do impacto.

“Toda atenção ao atravessar a ponte, além do risco de queda tem as pessoas que utilizam o rio. Sempre tenha prudência ao atravessar”, alertou o perfil que divulgou o vídeo, em novembro do ano passado.

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Por que ponte invertida foi construída

A estrutura foi construída em 2009, pela Petrobras, que buscava um acesso facilitado para o tráfego de veículos e trabalhadores até dutos do outro lado do rio. Ana Paula Kempinsky é filha de um dos moradores da região. Ao NSC Total, ela conta que ainda lembra quando um engenheiro pediu a autorização para a execução do projeto dentro da propriedade particular.

— Eles estavam na casa do meu pai, alugada na época, e acabaram fazendo amizade. O engenheiro Élio, eu conheço ele muito bem, pediu permissão para o meu pai — afirma.

Desde 1985, décadas antes da construção da atual ponte, eram colocados blocos de concreto para a travessia da própria população, mas o material acabava sendo arrastado pela força da correnteza, segundo moradores mais antigos da região.

Para quem busca fugir do intenso movimento das praias durante a alta temporada, os rios da região ganham protagonismo. Na ponte, que fica muito próxima ao Estado, os catarinenses encontram um combo de boas opções de lazer.

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Veja o vídeo de curiosidades sobre a ponte

*Sob supervisão de Leandro Ferreira