Um mutirão será realizado para mapear os moradores que foram infectados pela Febre do Oropouche, mais conhecida como a “doença do maruim”, em Blumenau. A ação entre pesquisadores e agentes de saúde começa nesta segunda-feira (29) e segue até o fim de julho em mais de 400 endereços já definidos na cidade.
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Encontrar o rastro do vírus Oropouche será importante para o estudo, que busca identificar quem já teve contato com o vírus e desenvolveu anticorpos, mesmo que não tenha apresentado sintomas graves. Por mais que seja importante, a participação é voluntária.
— A avaliação da presença de anticorpos permite entender a história natural da infecção e gerar informações essenciais para o planejamento em saúde pública — esclarece a médica infectologista Luisa Andrea Torres Salgado, que lidera a pesquisa.
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Coleta de sangue e visita a endereços
As equipes visitarão 470 endereços já definidos pela cidade para entrevistar os moradores e, depois de assinar um termo de consentimento, passarão por uma pequena coleta de sangue para análise. O estudo ocorre em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz.
— Com esses dados em mãos, a Secretaria de Promoção da Saúde poderá agir de forma preventiva, e não apenas reativa. Entender onde o vírus circulou nos permite fortalecer o monitoramento das arboviroses e refinar nossas estratégias de controle, garantindo uma resposta rápida e eficiente para a nossa população — esclarece o secretário de Promoção da Saúde, Marcelo Lanzarin.
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Febre do Oropouche em Luiz Alves
O município de Luiz Alves viu uma redução de 86% na população do mosquito maruim depois da cidade ter até decretado situação de emergência e calamidade pública em 2024 por conta do mosquito.
O mosquito foi combatido com um larvicida, que mata as larvas do inseto, criado a partir do problema vivido pelo município do Vale do Itajaí. Ele foi desenvolvido com substâncias naturais e uma tecnologia que faz com que o produto libere os componentes durante um mês.
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O projeto contou com fomento da Fapesc e incluiu uma armadilha inédita que utiliza Inteligência Artificial para capturar e monitorar a presença do mosquito no ambiente.
Do ponto de vista ambiental, os testes demonstraram que a solução age na fase inicial do inseto sem causar danos a polinizadores ou ao solo. O próximo passo do projeto é a obtenção do registro do produto junto à Anvisa, que deve ser concluído ainda no primeiro semestre para permitir a comercialização e replicação do modelo.
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