Uma injeção experimental pode mudar o tratamento de tumores sólidos ao transformar células de defesa que já vivem no tumor em combatentes anticâncer, sem retirar nada do corpo do paciente.

Continua depois da publicidade

A técnica foi criada no KAIST e reprograma macrófagos no próprio organismo. A proposta é driblar barreiras que dificultam a imunoterapia em larga escala com um caminho mais direto.

Em vez de etapas longas fora do corpo, a estratégia leva instruções ao microambiente tumoral. Assim, busca ativar uma resposta imune mais eficiente, com menos passos e mais rapidez.

Como a injeção reprograma o sistema imune “ao vivo”?

A grande inovação desta terapia é o uso de Nanopartículas Lipídicas (LNPs). Elas carregam duas missões fundamentais:

Continua depois da publicidade

  • Instrução (mRNA): Ensina o macrófago a reconhecer a assinatura específica do câncer.
  • Ativação: Dá o “start” químico para que a célula de defesa pare de ignorar o tumor e comece o ataque.

Por que os tumores sólidos eram “imunes” aos tratamentos antigos?

  • Até agora, tumores de pulmão, fígado e estômago eram como fortalezas. Eles criam um microambiente imunossupressor que “desliga” qualquer célula de defesa que tente entrar.
  • Cegueira Imunológica: O câncer emite sinais químicos que enganam os macrófagos, fazendo-os trabalhar a favor do tumor.
  • Barreira Física: A estrutura do tumor é densa e difícil de penetrar.

O que os testes dizem sobre o futuro do tratamento?

Em modelos animais (melanoma), a técnica não apenas reduziu o tamanho dos tumores, mas também gerou uma memória imunológica. Isso significa que o corpo aprendeu a identificar o câncer, sugerindo que a injeção pode prevenir metástases e recorrências no futuro.

Continua depois da publicidade

Escolhas do editor para você: Câncer de pele: como funciona a vacina contra melanoma que corta em 49% chance de retorno do tumor e Câncer de pâncreas: os sinais que indicam a doença que levou à morte de Titina Medeiros