A cerca de 5 quilômetros da costa de Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina, a Laje da Jagua se destaca como um dos principais pontos de ondas gigantes do Brasil. A formação rochosa submersa, com aproximadamente dois quilômetros de extensão, cria as condições ideais para a formação de ondulações de grande porte, que atraem surfistas especializados de diferentes partes do país. Antigamente, no entanto, a área estava numa rota perigosa para embarcações, conhecida pelos frequentes naufrágios.

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O local ganhou notoriedade a partir dos anos 2000, quando surfistas passaram a explorar o potencial da área para o surfe de ondas grandes. Desde então, a Laje da Jagua se consolidou como um dos principais picos para a prática do tow-in, modalidade em que o surfista é rebocado por jet ski para alcançar ondas de maior tamanho e velocidade.

Com o avanço da modalidade e a presença constante de atletas experientes, o ponto passou a integrar o circuito do big surf brasileiro. A inclusão da região na Rota do Big Surf, criada pelo governo de Santa Catarina, reforça o protagonismo da Laje da Jagua no cenário nacional e amplia o potencial turístico do litoral sul.

O roteiro abrange municípios como Jaguaruna, Laguna, Imbituba e Garopaba e tem como objetivo incentivar a prática do esporte e fortalecer o turismo na região.

Além do desafio esportivo, o local também chama atenção pela paisagem e pela força do mar, que transforma o cenário em dias de swell, quando as ondas atingem grandes proporções e passam a exigir técnica e preparo dos surfistas.

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Antes das ondas gigantes, Laje da Jagua era rota de naufrágios

Muito antes de atrair surfistas, a Laje da Jagua era vista como uma ameaça à navegação no litoral sul catarinense, nas proximidades do Farol de Santa Marta, em Laguna. A formação rochosa submersa, aliada aos ventos fortes da região, funcionava como uma armadilha para embarcações que se aproximavam da costa.

Segundo pesquisadores, ao menos 72 naufrágios foram registrados na área ao longo dos anos. Empurrados pelo vento, os navios acabavam lançados contra as pedras, encalhavam e, muitas vezes, se partiam na arrebentação.

Até hoje, vestígios dessas embarcações permanecem no fundo do mar. Entre eles estão destroços do navio Guaratinga, que naufragou em 1954, em uma área onde as condições do mar continuam desafiadoras.

Local é conhecido por ondas gigantes; veja vídeo