Itapoá, cidade de praia que recebe o maior alargamento do Brasil, tem usado um sensor a laser para escanear e mapear a areia da orla. O objetivo da ação é evitar a erosão costeira, que reduz a faixa de areia com o aumento do nível do mar.
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Como está o alargamento em Itapoá
A cidade é a primeira de SC a fazer este tipo de monitoramento detalhado, que será realizado por dois anos seguidos, sendo que o projeto começou em novembro de 2025. A ação é uma parceria da Secretaria de Meio Ambiente com o Serviço Geológico do Brasil e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O sistema usado é o LiDAR (Detecção e alcance de luz, em português), um sensor a laser que faz o escaneamento completo da a orla. A área rastreada vai do Pontal até a Barra do Saí. Ele consegue medir cada centímetro de areia que a cidade ganha ou perde conforme as estações do ano mudam.
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, com esses dados a gestão pública consegue rastrear os locais onde a erosão é mais crítica e quanta areia será necessária para os próximos projetos de recuperação e engorda das praias.

Este estudo fornecerá ao município ferramentas estratégicas e preventivas para o planejamento urbano e ambiental, gerando produtos fundamentais como:
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• Análise da Linha de Costa com a identificação precisa dos trechos em recuo (processos erosivos) ou avanço (progradação/acreção) ao longo do tempo;
• Mapa de Vulnerabilidade à Erosão Costeira com a Classificação das áreas da orla segundo seu grau de suscetibilidade, orientando futuras políticas de ocupação e intervenções de infraestrutura de forma cuidadosa e preventiva;
• Balanço Volumétrico e Sazonalidade com a Quantificação das perdas e ganhos de sedimentos (areia) nas praias durante as diferentes estações do ano, compreendendo os impactos de eventos climáticos rigorosos, como as ressacas de inverno;
• Monitoramento de Perfis Topográficos contendo a geração de indicativos técnicos para a definição de faixas que necessitam de projetos de recuperação ambiental e estabilização.
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Mais detalhes da obra de alargamento
A outra obra simultânea será o alargamento de 8 km da orla de Itapoá, com uso de metade dos 12,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos a serem retirados do fundo do mar. A obra começou em outubro de 2025 e tinha como previsão de conclusão o segundo semestre de 2026.
O engordamento é resultado da dragagem de aprofundamento da Baía da Babitonga, promovida pelo Porto de São Francisco do Sul. O investimento é de R$ 333 milhões, incluindo a fiscalização, com o Porto Itapoá bancando R$ 300 milhões (em antecipação de tarifas portuárias) e o restante com o Porto de São Francisco do Sul.








