Um adolescente, de 16 anos, ficou em coma após se envolver em uma briga por conta de um chiclete em Vicente Pires, no Distrito Federal, na saída de uma festa. O suspeito é o piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, preso na sexta-feira (30). Em entrevista ao Fantástico exibida na noite deste domingo (1°), o pai do jovem falou que ele “precisa de um milagre”.

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A agressão, no dia 23 de janeiro, foi registrada por câmeras de segurança, que mostram o momento em que Pedro troca socos com o adolescente. A vítima levou um golpe e bateu com a cabeça na porta do carro. Apesar de ter saído lúcido da briga, o jovem teve traumatismo craniano, passou por uma cirurgia na cabeça e sofreu uma parada cardiorrespiratória que durou 12 minutos. Ele está em coma e o estado é considerado grave.

O que diz o suspeito?

Além do caso da briga envolvendo o adolescente, Pedro é investigado em outros três casos de agressão. Em depoimento à polícia, o suspeito afirmou que não queria machucar o adolescente. O delegado Pablo Aguiar, responsável pelo caso, contesta a versão.

— Ouvindo amigos da vítima, a gente conseguiu chegar à verdade: que o autor cuspiu na vítima no momento em que estava ali parada na parte externa do condomínio. A própria vítima, antes de ficar inconsciente, narrou essa versão ali para os amigos — diz o delegado Pablo Aguiar.

Segundo o advogado Ênio Bastos, responsável pela defesa de Pedro, o suspeito está arrependido do que fez e a família está preocupada.

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— Foi lamentável. Não estamos aqui, de forma nenhuma, amenizando o fato pela situação do menor. A família do Pedro se preocupa com a situação — relatou.

Na sexta-feira (30), a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de Pedro. Os agentes apreenderam celular, computador, uma faca e um soco-inglês. Em nota, os advogados do piloto disseram que ele vem sofrendo ameaças na cadeia e que, por isso, a Justiça determinou que ele fique em uma cela privativa.

Qual estado de saúde do adolescente?

Em entrevista ao Fantástico, o pai do adolescente, que pediu para não ser identificado, contou que a família se reveza 24 horas por dia para acompanhar de perto o tratamento. Ele também relembrou do desespero no atendimento no pronto-socorro:

— Ele estava em uma cama e começou a ter convulsão. A gente estava no lado, na portinha, e toda hora a porta abria, enfermeiras correndo. A gente estava lá rezando, orando. É um desespero que, assim, é surreal.

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O pai também falou que ora pelo filho todos os dias e que acredita em “milagre”.

— As pessoas estão orando por ele, a gente ora por ele todos os dias, energias… Porque a gente acredita em milagre. E hoje, o que ele precisa é de um milagre, porque a situação não está fácil. Mas a gente acredita em Deus… A gente tem fé — desabafa.

Outras vítimas falam sobre casos de agressões

Na última semana, uma jovem de 18 anos procurou a polícia para relatar que o piloto a forçou a beber álcool em uma festa. Outro jovem, também de 18 anos, disse que foi agredido por ele com soco nas costas e golpes na cabeça. Em outro vídeo, Pedro aparece dando tapas no rosto de um homem.

O piloto vai responder por lesão corporal gravíssima. Há indícios de que ele teria usado as redes sociais para combinar versões com testemunhas para sustentar a eventual tese de legítima defesa.