O ano de 2026 começou com um balde de água fria para os grandes exportadores de proteína animal. A nova “Muralha Tarifária” imposta pela China — uma sobretaxa de 55% para o que exceder a cota de 1,1 milhão de toneladas — promete frear o ímpeto dos embarques brasileiros.
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Para estados do Brasil que prezam pela sanidade e pela qualidade da carne, o cenário é de alerta para o produtor, mas de otimismo para o churrasco de domingo das famílias.
O excedente que fica em casa
A lógica é de transbordamento. Com o teto chinês sendo atingido muito antes do fim do ano (em 2025, o Brasil já havia superado essa marca em novembro), o excedente da produção não terá para onde ir senão para o prato do brasileiro.
Em estados brasileiros onde o mercado consumidor é exigente, a expectativa é que cortes que antes eram “padrão exportação” comecem a aparecer com preços mais competitivos nas redes de varejo locais.
Pressão no campo, folga na mesa
Embora a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) projete perdas bilionárias em receita cambial, o cenário pode forçar uma reestruturação necessária. O produtor terá que lidar com uma arroba do boi gordo sob pressão, enquanto o consumidor final deve sentir o alívio no bolso a partir do segundo trimestre, quando o represamento da carne deve atingir o mercado interno com força.
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*Editado por Luiz Daudt Junior.









