O prefeito de Irani, município do Meio-Oeste catarinense, Vanderlei Canci (PP), é um dos alvos de um mandado de busca e apreensão na operação Gaiola Digital, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), deflagrada nesta quinta-feira (9). A informação foi confirmada pelo NSC Total.
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A ação tem relação com a Mensageiro e cumpriu outros 16 mandados em Blumenau, Rio do Sul, Penha, Balneário Camboriú, Lages e Canoinhas. Ninguém foi preso.
A operação teve como alvo principal uma empresa de tecnologia em Blumenau e apura a atuação de uma suposta organização criminosa voltada à prática de fraudes em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes contra prefeituras em Santa Catarina, com um esquema que teria resultado em milhões de reais.
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Os mandados foram cumpridos a partir de uma delação premiada que também deu início a Operação Mensageiro. O esquema estaria direcionado a licitações para a contratação de sistemas de gestão pública em diversos municípios catarinenses.
Em nota, a prefeitura de Irani informou que “permanece à inteira disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários”. (confira a nota na íntegra abaixo)
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Como funcionava o esquema
Conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o esquema utilizava a ajuda de servidores públicos para influenciar licitações com a inserção de cláusulas restritivas à competitividade e no uso de critérios técnicos moldados para favorecer uma empresa previamente escolhida, além do pagamento de vantagens indevidas para a obtenção, manutenção e renovação de contratos públicos.
O esquema teria estrutura organizada, com divisão de tarefas entre núcleos responsáveis pela articulação com agentes públicos, pela elaboração de documentos técnicos, operacionalização de pagamentos indevidos e pela movimentação financeira voltada à ocultação da origem e do destino dos recursos.
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A investigação é realizada desde 2022 e, desde então, foram identificadas centenas de movimentações bancárias incompatíveis com a atividade empresarial regular, somando milhões de reais. Isso porque eram realizados saques fracionados e de operações financeiras destinadas à formação de um caixa clandestino usados no pagamento de propinas, segundo o MP.
O que diz a prefeitura de Irani
Em nota, a prefeitura de Irani afirmou que a empresa responsável pela gestão do sistema possui contrato administrativo regularmente firmado com o município, “decorrente de processo licitatório realizado em observância aos princípios da legalidade, da publicidade, da competitividade e da ampla concorrência, conforme a legislação vigente”
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“O Município permanece à inteira disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborar com as investigações e fornecer as informações e documentos que forem solicitados, contribuindo para a completa elucidação dos fatos”, diz a nota.
A prefeitura disse, ainda, que a “investigação segue em relação a empresa, enquanto município o prefeito adotou todas as formas legais no processo licitatório”.
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