A Festa Per Tutti 2026 foi adiada pela prefeitura de Ascurra de forma preventiva depois dos desdobramentos da investigação do Gaeco sobre supostas fraudes e formação de cartel em licitações de eventos em Santa Catarina. O evento estava marcado para ocorrer de 6 a 9 de agosto, e teve o adiamento anunciado pelas redes sociais.

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“É importante esclarecer que a prefeitura de Ascurra não é alvo de qualquer investigação. A medida adotada decorre exclusivamente de um posicionamento preventivo da Administração Municipal, visando proteger o interesse público, assegurar a lisura das contratações e preservar os recursos da população”, escreveu o órgão em nota.

Além disso, a prefeitura destacou que nenhuma empresa tinha sido habilitada e nenhum contrato foi firmado até então. Por isso, o procedimento licitatório para a contratação foi revogado para que a realização do evento fosse reavaliada.

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Uma nova data para a festa ainda não foi definida e divulgada.

Relembre a operação do Gaeco

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público, cumpriu 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios, sendo 18 deles catarinenses e um gaúcho na terça-feira passada (7). Um cartel formado por empresários do setor de eventos teria sido o alvo principal da operação, que teve um mandado de prisão preventiva cumprido contra um suspeito.

Em Santa Catarina, os mandados estão sendo cumpridos em casas e órgãos públicos de:

  • Abdon Batista;
  • Apiúna;
  • Aurora;
  • Bombinhas;
  • Brusque;
  • Canoinhas;
  • Governador Celso Ramos;
  • Indaial
  • Itaiópolis;
  • Itapema;
  • Laurentino;
  • Mafra;
  • Palhoça;
  • Porto Belo;
  • Pouso Redondo;
  • Santa Terezinha;
  • São Bento do Sul;
  • Três Barras.

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A operação, chamada de “Pão e Circo”, investiga empresários, que teriam estruturado e colocado em prática um esquema de fraude em licitações para eliminar a concorrência, manipular preços e dominar o mercado de shows com artistas de renome nacional.

Tanto os próprios empresários quanto agentes públicos recebiam e pagavam propina para viabilizar o esquema, além de lavar dinheiro para ocultar os valores obtidos. Os empresários, agentes públicos, ex-agentes públicos e outros investigados foram alvos de diversas medidas judiciais. Foram bloqueados cerca de R$ 9 milhões em bens e valores para garantir “eventual reparação ao erário”, de acordo com o Ministério Público.

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Medidas como afastamento de funções, restrições para contratar o poder público, proibição de acesso a repartições municipais e de contrato entre investigados e testemunhas foram algumas das medidas cautelares aplicadas. A investigação segue em andamento, mas em sigilo de justiça.

Empresário preso

O empresário preso durante a operação foi José Clemir Spinelli, de 54 anos. Nas redes sociais, ele ostentava fotos com artistas de renome, como Israel & Rodolfo, João Neto & Frederico e o cantor Luan Pereira. Ele é dono da Spinelli Produções, vencedora de diversas licitações para promoção de shows tradicionais principalmente em cidades do interior catarinense. Nas mídias, ele também mostrava a rotina com a família, com viagens internacionais. Ele foi preso em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina.

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