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Investigação

Prefeitura no Planalto Norte de SC é alvo em operação que investiga casos de corrupção

Gaeco cumpre quatro mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em três cidades de SC

06/07/2021 - 13h42

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Hassan
Por Hassan Farias
Prefeitura de Bela Vista do Toldo
Prefeitura de Bela Vista do Toldo é um dos alvos da operação
(Foto: )

Uma operação realizada pelo Ministério Público de SC cumpre quatro mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (6) em duas cidades do Planalto Norte e em Florianópolis. A casa do prefeito e a prefeitura de Bela Vista do Toldo estão entre os locais visitados pelos órgãos de segurança.

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O trabalho faz parte da quarta fase da operação Et Pater Filium, que investiga suspeitos de integrarem uma organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, como corrupção, fraudes em licitações e peculato (desvio de valores ou bens públicos).

A operação é liderada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Canoinhas. São 73 profissionais envolvidos no cumprimento dos mandados, incluindo policiais civis e militares.

O Gaeco e a Polícia Civil ainda não divulgaram oficialmente os detalhes do trabalho realizado nesta terça-feira ou sobre os investigados porque o processo tramita em segredo de Justiça.

Segundo informações do site JMais, a casa do prefeito de Bela Vista do Toldo foi alvo da operação, mas Adelmo Alberti (PSL) estaria hospedado em um hotel em Florianópolis. Ele viajou à capital com vereadores governistas para cumprir agenda na Assembleia Legislativa (Alesc) e no Centro Administrativo do Governo do Estado.

A quarta fase da operação Et Pater Filium é um prolongamento das investigações que causaram a prisão de Orildo Antônio Servegnini, prefeito de Major Vieira e então presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), e do filho Marcus Vinicius Brasil Servegnini em agosto de 2020.

Os dois continuam presos e agora o Ministério Público apura a participação de outros agentes públicos e empresários que podem estar envolvidos em fraudes nos setores elétrico e de construção civil.

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