Um homem de 27 anos suspeito de envolvimento na morte da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, que estava desaparecida desde o início de março em Florianópolis e teve a morte confirmada em Major Gercino, estava foragido por outro crime cometido em 2022. Ele e a companheira, de 30 anos, foram presos nesta quinta-feira (12) pela Polícia Civil.

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O homem, que não teve o nome revelado, havia cometido um latrocínio na cidade de Laranjal Paulista, em São Paulo. Ele teria sido o responsável pela morte de um dono de padaria, que levou um tiro na cabeça, segundo a Polícia Civil.

Ele e a companheira estavam morando em um apartamento vizinha ao de Luciani. Eles foram presos na cidade de Gravataí ao tentar fugir para o Rio Grande do Sul.

Quem é Luciani

Como a polícia chegou até o homem?

As investigações da Equipe de Investigações da Delegacia de Roubos e Antissequestro identificaram que foram realizadas diversas compras com os dados e pagamentos de Luciani após o desaparecimento dela, no dia 5 de março, especialmente em uma plataforma de compra online.

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As mercadorias estavam para ser retiradas em vários pontos do Norte da Ilha e, ao chegar até o local, na quarta-feira (11), os policiais encontraram um adolescente de 14 anos fazendo a retirada das mercadorias. O adolescente também morava no mesmo residencial de Luciani e é irmão do homem que estava foragido.

Responsável por residencial presa

Ainda na quarta-feira, a investigação apontou evidência de que a administradora do residencial onde Luciani e os suspeitos moravam, também estava se beneficiando das compras feitas em nome da vítima.

A mulher de 47 anos, parente dos proprietários do residencial, também foi presa. Em outro apartamento, desocupado e trancado, havia diversos pertences de Luciani, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas.

Mensagens suspeitas chamaram atenção da família

O desaparecimento passou a preocupar a família após mensagens consideradas incomuns enviadas do celular da corretora. Segundo o irmão da vítima, Matheus Estivalet Freitas, Luciani costumava conversar diariamente com os familiares.

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O último contato direto ocorreu em 4 de março. Dias depois, porém, novas mensagens chegaram à família, mas o conteúdo chamou atenção por conter diversos erros gramaticais, algo que, segundo os parentes, não era comum na forma como ela escrevia.

Em uma dessas mensagens, a pessoa afirmava estar bem, mas dizia estar sendo perseguida por um ex-namorado. A situação gerou desconfiança e levou a família a registrar o desaparecimento.

Latrocínio

Conforme a polícia, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 07 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes. O caso é investigado como latrocínio.

Neta sexta-feira, a família de Luciani e a Polícia Civil confirmaram que o corpo esquartejado encontrado em Major Gercino é da gaúcha.

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