Das muitas formas de prevenção à saúde, a vacinação é uma das mais importantes em todo o mundo. Eficazes e seguros, os métodos de imunização atuam contra doenças infecciosas e salvam milhões de vidas a cada ano, permitindo o fortalecimento da defesa imunológica individual e coletiva. O Brasil é um dos países mais avançados em ações de vacinação infantil e o Programa Nacional de Imunização (PNI) é considerado referência internacional, com um conjunto de imunobiológicos modernos, disponíveis em todos os municípios do país.
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As famílias – pais ou responsáveis – têm papel essencial nesse cuidado precoce, acompanhando a cartilha de vacinação das crianças desde o nascimento até a adolescência. Para completar a orientação, os pediatras também são responsáveis por garantir esclarecimentos para que as crianças recebam as doses certas na idade correta.
O pediatra e médico cooperado da Unimed Grande Florianópolis, Dr. Flávio Magajewski destaca:
— Toda a consulta pediátrica deve incluir a verificação da cobertura vacinal e a indicação das vacinas no período definido pelo calendário. Além disso, o pediatra deve incluir em todas as consultas orientação clara e didática em relação ao tema, reduzindo medos e receios da família sobre a imunização de seus filhos, procurando superar qualquer hesitação vacinal com paciência, conhecimento e empatia.
O médico ressalta que a vacinação contribuiu grandemente para a redução da mortalidade infantil, aumentando a expectativa de vida e protegendo contra doenças graves, como sarampo, poliomielite e meningites, entre outras.
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— A vacinação não protege apenas a criança vacinada, mas também ajuda na imunidade de grupo. Portanto, as baixas coberturas de imunização precisam ser combatidas, pois representam a possibilidade do retorno da circulação de doenças graves que já foram controladas há muitos anos.
Organização Mundial da Saúde destaca benefícios
- Impacto histórico: Nas últimas cinco décadas, os programas de vacinação salvaram pelo menos 154 milhões de vidas, com a maioria (mais de 100 milhões) sendo de crianças.
- Vidas salvas: A imunização evita cerca de 3 milhões de mortes a cada ano, protegendo contra doenças como difteria, tétano, coqueluche, gripe e sarampo.
- Imunidade coletiva: A vacinação em massa não protege apenas o indivíduo, mas também cria uma barreira que impede a circulação de vírus, protegendo aqueles que não podem ser vacinados.
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- Avanços econômicos e sociais: Para cada vida salva pela imunização, estima-se que 66 anos de saúde plena sejam ganhos, representando um imenso benefício social e econômico.
- Segurança e rigor: As vacinas passam por testes rigorosos de segurança e estudos clínicos antes de serem recomendadas.
Calendário de vacinação para crianças no Brasil
O Programa Nacional de Imunização (PNI) do Sistema Único de Saúde inclui imunizantes para dezenove doenças na faixa etária do zero aos dez anos:
Recém-nascidos
- BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) dose única: Contra as formas graves de tuberculose;
- Hepatite B (primeira dose): contra a hepatite B.
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2 meses
- Penta (DTP+ Hib+ Hepatite B): contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae B e hepatite B – (1ª dose);
- VIP (Vacina Inativada Poliomielite 1, 2 e 3): contra poliomielite – (1ª dose);
- Pneumocócica 10-valente: contra doenças causadas pelo pneumococo – (1ª dose);
- Rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada) – (VRH): diarreia por rotavírus (gastroenterites) – (1ª dose).
3 meses
- Meningocócica C (Conjugada): contra pneumonias, meningites, otites e sinusites pelos sorotipos que compõem a vacina – (1ª dose).
4 meses
- Penta – 2ª dose;
- VIP – 2ª dose;
- Pneumocócica 10-valente – 2ª dose;
- Rotavírus – 2ª dose.
5 meses
- Meningocócica C (conjugada) – 2ª dose.
6 meses
- Penta – 3ª dose;
- VIP – 3ª dose;
- Vacina COVID-19 – 1ª dose. Protege contra as graves e óbitos por covid-19, causada pelo SARS-CoV-2.
Obs.: A vacina covid-19 está recomendada com esquema de duas doses (aos 6 e 7 meses de idade), respeitando os intervalos mínimos recomendados (4 semanas entre a 1ª e 2ª dose). Caso não tenha iniciado ou completado o esquema primário até os 7 meses de idade, a vacina poderá ser administrada até 4 anos, 11 meses e 29 dias, conforme histórico vacinal. Para indivíduos imunocomprometidos, o esquema vacinal é de três doses (aos 6, 7 e 9 meses).
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7 meses
- Vacina COVID-19 – 2ª dose.
9 meses
- Vacina Febre Amarela (atenuada): contra a febre amarela – Uma dose.
12 meses
- Pneumocócica 10-valente (Conjugada) – reforço;
- Meningocócica C (conjugada) – reforço;
- Sarampo, Caxumba, Rubéola (Tríplice viral): protegem contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – 1ª dose.
15 meses
- Vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP): primeira dose de reforço contra a difteria, o tétano e a coqueluche;
- Poliomielite 1 e 3 (atenuada) – (VOPb) – primeira dose de reforço contra a poliomielite;
- Vacina adsorvida hepatite A (HA – inativada): protege contra a hepatite A – Uma dose;
- Vacina Tetra viral (uma dose): protege contra o Sarampo, Caxumba, Rubéola e varicela.
4 anos
- Vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP) – 2º reforço;
- Vacina Febre Amarela (atenuada) – reforço;
- Vacina poliomielite 1 e 3 (atenuada) – (VOPb) – 2º reforço;
- Vacina varicela (monovalente): protege contra a varicela – Uma dose;
5 anos
- Vacina Febre Amarela (atenuada) – (FA) – Uma dose, caso a criança não tenha recebido as duas doses recomendadas antes de completar 5 anos;
- Vacina pneumocócica 23-valente – (Pneumo 23): protege contra infecções invasivas pelo pneumococo – Uma dose para a população indígena.
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9 e 10 anos
- Vacina HPV Papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 (HPV4 – recombinante) – Dose única;
- Doenças evitadas: Papilomavírus Humano 6, 11, 16 e 18. (atenuada): contra a febre amarela – Uma dose.
Imunização também para adultos
Fique atento, pois o adulto precisa ser vacinado. No Brasil isso faz parte do calendário oficial, e para algumas profissões é uma exigência de segurança. Além disso, a evidência científica mostra que vacinar adultos reduz a mortalidade, internações e custos, protege as crianças e melhora a produtividade no trabalho, sendo uma das intervenções com maior impacto em saúde e economia.
O clínico médico e cooperado da Unimed Grande Florianópolis, Dr. Alexandre Sawada Viegas, informa que no Brasil a vacinação infantil é muito bem estabelecida, mas a vacinação do adulto ainda não é um hábito consolidado.
— A adesão é boa em campanhas específicas, como gripe, mas há falhas importantes na manutenção do calendário ao longo da vida. Quando comparamos com outros países, vemos que aqueles com melhor organização da atenção primária conseguem manter uma vacinação mais contínua no adulto.
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O profissional entende que, para melhorar a adesão à vacinação de adultos é preciso sair do modelo de campanhas isoladas e integrar a vacinação à rotina do cuidado.
— Médicos têm papel central ao incorporar o tema na consulta, e empresas são decisivas ao facilitar acesso e incentivar a vacinação, com impacto direto na saúde e na produtividade.
Principais vacinas no adulto
- Hepatite B (completar esquema)
- dT (tétano/difteria) → reforço a cada 10 anos
- Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola)
- Influenza → anual
- Febre amarela (quando indicado)

