As primeiras imagens das três armadilhas fotográficas instaladas neste mês no bairro Garcia, em Blumenau, já foram disponibilizadas. Nas últimas semanas, as câmeras flagraram desde saracura a cachorro-do-mato em momentos comuns do dia a dia deles. A iniciativa faz parte do projeto Fauna Atropelada e Eletrocutada, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), que pretende monitorar as regiões de mata próximas a áreas urbanizadas que mais tem presença de fauna silvestre.
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A ideia é criar uma base de dados em todos os bairros que possuem os chamados fragmentos florestais. A ação prevê a elaboração de relatórios anuais, que serão divulgados à população e também subsidiarão o projeto. Ao compreender a dinâmica e os “refúgios” desses animais, o município tem mais insumos para elaborar ou melhorar as políticas de manejo e proteção.
O primeiro bairro a receber os equipamentos, então, foi o Garcia. Por lá, até o momento, ao menos 30 flagrantes foram feitos dos seguintes animais:
- Mamíferos: cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), cutia (Dasyprocta azarae), mão-pelada (Prcyon crancrivorus) e capivara (Hydrochoerus hydrochaeris);
- Répteis: teiú (Salvator merianae);
- Aves: saracura-do-mato (Aramides saracura) e pariri (Geotrygon montana).
Aos poucos, a Semmas vai descobrindo as espécies que utilizam as áreas verdes da cidade. Ainda que até o momento tenham sido observadas apenas espécies comuns, o trabalho é considerado fundamental para construir uma linha de base ecológica sólida, acredita o secretário da Semmas, Robson Tomasoni.
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— Esses primeiros registros indicam que mesmo os fragmentos urbanos ainda exercem papel importante como refúgio e rota de deslocamento da fauna — comenta.
O próximo ponto de monitoramento será o bairro Ponta Aguda, dando continuidade à alternância de áreas previstas no cronograma anual do projeto.
Veja alguns dos “flagras” de animais silvestres

Como funciona uma armadilha fotográfica?
As câmeras de armadilha fotográfica não são do tipo comum, elas são criadas justamente para “flagrar” os animais silvestres em regiões de mata, sem prejudicar ou afetar a fauna em habitat natural. Com um sensor de movimento e calor, ela fica camuflada em árvores e é automaticamente acionada quando o animal passa próximo ao equipamento, tanto de dia quanto de noite.
Além disso, muitas armadilhas fotográficas modernas possuem recursos avançados de registro. Elas podem incluir marcas d’água digitais nas imagens, indicando a data e hora exatas da captura, a temperatura ambiente e outras condições do local. Esses dados permitem aos pesquisadores não apenas identificar a espécie, mas também estudar hábitos, padrões de deslocamento e comportamento da fauna na área monitorada.
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Confira os flagras da câmera armadilha animal
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