Além de ser a mais antiga de Joinville, a escola Príncipes do Samba também é a maior campeã do Carnaval de Joinville, com 13 títulos. A agremiação será a segunda a desfilar na Avenida Beira Rio em 7 de fevereiro.
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Neste ano, a Príncipes do Samba traz “Baobá, a árvore sagrada: morada do tempo, saberes, memórias e resistência!” como samba-enredo. Serão cerca de 600 componentes divididos em 23 alas nas cores azul e branco.
Veja fotos dos preparativos da escola
Para 2026, a escola resgata a ancestralidade e destaca a cultura negra que ajudou a moldar a maior cidade de Santa Catarina.
— A Príncipes surge dentro do Kênia Clube, um clube de negros, de resistência. Um grupo de amigos que frequentava o clube entendeu que poderia criar um bloco e, do bloco, uma escola que fizesse essa parte cultural de trazer o samba para Joinville — destaca Ana Paula Nunes Chaves, presidente da escola.
A presidente avalia que a volta do desfile competitivo também contribui para desafiar as escolas e demonstrar a importância da festa para a cidade.
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— A gente quer resgatar, mostrar o quanto é importante essa cultura para Joinville e, além disso, consolidar a importância da escola nessa cidade — ressalta.
Árvore sagrada e ancestralidade
O samba-enredo da Príncipes do Samba neste Carnaval exalta o baobá, árvore sagrada na lenda Iorubá, que possui tronco oco e, por isso, acumula saberes, de acordo com a tradição. Presente principalmente em Madagascar, a árvore também existe no Brasil.
— A gente quer contar sobre essa árvore que tem raízes sólidas, que traz ancestralidade, onde o griô, que são os mais velhos, trazem oralidade, contam as histórias na sombra. É um resgate ancestral, em que temos na nossa quadra os mais velhos em conexão com os mais novos, o conhecimento passado de geração em geração — diz Ana.
Preparação a todo vapor
Na quadra do Kênia Clube, foliões de todas as idades se divertem nos ensaios que antecedem o grande desfile na avenida. Além disso, o local também é o grande ateliê da escola, que está produzindo quase todas as fantasias em Joinville.
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— É um ambiente familiar. Temos desde crianças à nossa matriarca, que tem 92 anos, desfilando. É um trabalho de história, de resgate da nossa cultura, que é rica em detalhes, respeita os mais velhos e os mais novos — ressalta.
Veja fotos antigas da escola
*Sob supervisão de Fernanda Silva













