Na última sexta-feira (10), a Apple entrou com um processo histórico com 41 acusações contra a OpenAI. A empresa por trás do ChatGPT está sendo pressionada a responder acerca de uma série de condutas envolvendo suas decisões corporativas que corresponderiam à violação de sigilo industrial.

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As acusações são o maior conflito de interesses recente entre big techs nos últimos meses, chegando a promover trocas de farpas virtuais entre o ex-trilionário Elon Musk e o fundador da OpenAI, Sam Altman.

Mensagem com “LOL” indica possível roubo de dados

O caso mais comentado envolve o ex-engenheiro elétrico da Apple, Chang Liu. Segundo a acusação, após se demitir para assumir um cargo de hardware na OpenAI, ele continuou acessando livremente as pastas compartilhadas da rede interna de desenvolvimento da Apple.

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A prova central apresentada pela Apple é uma mensagem enviada por Liu à sua colega (e também futura funcionária da OpenAI) Alyssa Peng, na qual escreve: LOL, descobri que ainda consigo acessar o [servidor de rede], que engraçado. Ao que ela respondeu prontamente: Estou pronta.

Pouco depois, o ex-funcionário da Apple teria realizado o download de dezenas de arquivos confidenciais sobre produtos que nem sequer foram lançados, segundo a acusação.

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Recrutamento da OpenAI visava vazamento

A Apple acusa a OpenAI de transformar seu processo seletivo em uma operação de inteligência privada. O epicentro dessa acusação está em Tang Yew Tan, ex-vice-presidente de design de produtos da Apple (responsável pelo iPhone e Apple Watch), que assumiu o cargo de Diretor de Hardware na OpenAI.

De acordo com os autos do processo, Tan instruía ativamente candidatos que ainda trabalhavam na Apple a trazerem peças físicas originais de futuros dispositivos para as entrevistas de emprego. Esses encontros, apelidados de “show and tell”, visavam perguntas técnicas sobre os componentes para extrair segredos de fabricação sem que a Apple soubesse.

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OpenAI iludiu fornecedores com permissões falsas

No processo, a Apple também alega que a OpenAI entrou em contato com um dos parceiros e fornecedores industriais mais exclusivos da Apple e os convenceu a aplicar uma técnica de acabamento de metal anodizado que é propriedade intelectual registrada da empresa de smartphones.

Segundo o 9to5Mac, a OpenAI teria feito a fábrica acreditar que tinha autorização expressa da diretoria da Apple para replicar a técnica em seus protótipos de hardware — o que a fabricante do iPhone classificou como “manipulação desonesta”.

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