Dificilmente uma notícia sobre o ChatGPT ou a OpenAI não vem acompanhada do nome do empresário e programador Sam Altman. O norte-americano se tornou notório pelo agente de inteligência artificial generativa, que transformou a dinâmica do mercado de trabalho e o consumo de tecnologia no planeta.

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Nascido em Chicago, Estados Unidos, em 1985, hoje é o principal rosto por trás das empresas de IA, e lidera uma empresa que pediu uma avaliação de US$ 1 trilhão ao entrar na bolsa de valores dos Estados Unidos. No entanto, a trajetória do executivo não se resume apenas ao chatbot.

Altman antes do ChatGPT

A trajetória de Altman começou cedo, no Vale do Silício. Aluno de ciência da computação na Universidade Stanford, deixou a faculdade em 2005 para fundar a Loopt, uma rede social baseada em localização. A startup foi vendida por US$ 43 milhões em 2012.

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Sam Altman, criador do ChatGPT e da OpenAI, em 2009
Sam Altman, na época CEO da rede social Loopt, em 2009. (Foto: Phil Glockner, Wikimedia Commons, CC)

Na sequência, assumiu a presidência da Y Combinator, aceleradora de startups dos Estados Unidos por trás de negócios digitais de grande relevância atual, com empresas como Airbnb, Dropbox e Reddit. O executivo também vivia uma rotina extrema de trabalho, com 15 horas de jejum e “banho de LED”.

A criação da OpenAI

Em 2015, Altman fundou a OpenAI ao lado de Elon Musk e outros investidores. O projeto nasceu originalmente como uma organização sem fins lucrativos, focada em garantir que a inteligência artificial não ultrapassasse a capacidade humana.

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Sam Altman, criador do ChatGPT, tinha rotina de jejum de 15 horas
Sam Altman, no TechCrunch Disrupt 2017; executivo mantinha rotina extrema de jejum e ‘banho de LED’

Essa ideia mudou completamente em 2019, quando Sam Altman estruturou um braço de lucro limitado para atrair aportes bilionários de investidores. O capital abriu caminho para o lançamento comercial do ChatGPT em 2022, com parcerias diretas entre a OpenAI e big techs como a Microsoft.

Demitido da própria empresa

A abertura para o capital privado trouxe tanto uma rápida ascensão quanto crises graves para a OpenAI. Em novembro de 2023, o conselho de administração da OpenAI demitiu Altman sob a alegação de falta de sinceridade em suas comunicações, segundo o The New York Times.

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No entanto, o desligamento durou apenas cinco dias. Após uma rebelião de 700 dos 770 funcionários e forte pressão de investidores, o executivo retornou ao cargo de CEO. Ao retornar, destituiu os conselheiros que votaram por sua saída, remanescentes de quando a OpenAI não tinha fins lucrativos.

A OpenAI hoje

Atualmente, Altman lidera os planos de expansão dos novos modelos, como o ChatGPT 5.6, que enfrenta cobranças da Casa Branca. O executivo também está em conflito com diversas entidades regulatórias pelo impacto de seus chatbots na saúde mental de seus usuários.

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