Um estudo pioneiro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) revelou que moléculas de protetores solares estão poluindo as águas e a fauna marinha ao redor de Florianópolis. A pesquisa foi desenvolvida em parceria com a empresa Farma Service Bioextract, de São Paulo, com coletas feitas em oito praias da capital catarinense.

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Os resultados de acordo com a UFSC, mostram a presença e distribuição das moléculas fotoprotetoras, bem como uma relação entre os níveis encontrados e a época do ano em que a coleta foi feita, com maiores níveis no verão e decréscimo no inverno. A pesquisa começou em 2022 e deve ser finalizada no final de 2026.

Segundo o professor Gustavo Amadeu Micke, o objetivo do estudo é despertar interesse de outros grupos de pesquisa no desenvolvimento de novas moléculas fotoprotetoras, que podem ser sintéticas ou naturais.

— O ideal seriam filtros mais estáveis e de amplo espectro, que protejam tanto contra UVB (que causa queimaduras) quanto contra UVA (relacionado ao envelhecimento e câncer de pele). Tecnologias de encapsulamento e incorporação de antioxidantes para reduzir danos oxidativos e aumentar a estabilidade também são alternativas viáveis — diz o professor.

O protetor solar chega à água pela pele dos banhistas e através de águas residuais de sistemas sépticos costeiros. Os produtos já foram detectados resíduos em tecidos de peixes, mexilhões e até em mamíferos marinhos, indicando potencial para entrar na cadeia alimentar.

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Veja fotos da Praia do Campeche, em Florianópolis

Praias de Florianópolis que foram pontos de coleta

  1. Santo Antônio de Lisboa
  2. Canasvieiras
  3. Ingleses do Rio Vermelho
  4. Lagoa da Conceição
  5. Campeche
  6. Pântano do Sul
  7. Ribeirão da Ilha
  8. Caieira da Barra do Sul