Os professores da rede estadual de ensino entram no segundo dia de greve nesta quarta-feira (24). De acordo com o sindicato que representa a categoria, há paralisações em todos os 1.064 colégios administrados pelo governo catarinense. Na terça-feira (23), 30% dos profissionais participaram das mobilizações.

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Segundo Evandro Accadrolli, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), no total, entre professores e profissionais de setores administrativos, há 43.766 trabalhadores contratados, que atendem mais de meio milhão de estudantes. Desses trabalhadores, cerca de 32 mil são empregados em caráter temporário, os chamados ACTs.

Professores de Santa Catarina entram em greve nesta terça-feira

Ele pontua que, com este tipo de contrato, os educadores trabalham de fevereiro a dezembro e ficam de dois a três anos desempregados pela falta de realização de concurso público ou a chamada dos que passaram na prova.

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— O último concurso público que chamou trabalhadores em educação foi em 2004. Foi realizado o concurso em 2017, mas como logo após iniciou o período da pandemia, acabou chamando pouquíssimos trabalhadores. Então, não foi considerado um concurso público que chamou pessoas — destaca.

Número de grevistas pode aumentar

Na regional de Joinville, 260 profissionais da educação aderiram à mobilização. Em Criciúma, o número foi de 250. A regional de Blumenau e Florianópolis não divulgaram os números.

Com pouco mais de 5 mil trabalhadores em greve em todo Estado, a expectativa do sindicato é de que este número aumente a partir desta quarta-feira.

Os professores e demais profissionais da educação que atuam no Estado reivindicam, além de novo concurso público, reajuste do Piso Nacional salarial por meio descompactação da tabela (pede que não existam mais salários iguais para diferentes posições da carreira e exige ganhos conforme o trabalhador avança com sua formação ou tempo no serviço público); aplicação da hora atividade para todos os trabalhadores da educação; revogação total do desconto de 14% aplicado na folha de pagamento dos aposentados; e melhorias na estrutura das escolas.

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A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação (SED) para saber quantas escolas estão sendo impactadas com a mobilização, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto.

O que disse secretário em coletiva

Em coletiva de imprensa na tarde de terça-feira,  o secretário de Administração de Santa Catarina, Vânio Boing, afirmou que a descompactação da tabela salarial, principal reivindicação do magistério, causaria um acréscimo de R$ 4,5 bilhões na folha de pagamento do Estado.

O secretário também apresentou os números da folha de pagamento durante a entrevista. Os servidores da Educação representam 51% do quadro, e, conforme o secretário, de 2018 a 2023 a folha subiu 65%. Ao todo, o Estado paga aos servidores de todas as pastas cerca de R$ 19 bilhões, cerca de metade da arrecadação total. Ainda conforme Boing, “Santa Catarina paga bem”.

Outra pauta da greve é a realização de um novo concurso público. Boing afirma que até o final do ano o governo do Estado deve realizar um concurso para 10 mil vagas. O edital deve ser publicado até junho. Estes novos servidores já entram no novo sistema de previdência do Estado.

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Veja fotos da primeiro dia de greve pelo Estado

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