Membros do Poder Judiciário e dos Tribunais de Contas ocupam o topo da lista das profissões com maior remuneração em Santa Catarina. Considerando salários, bônus, participação nos lucros e outras verbas pagas por pessoas jurídicas, esses profissionais receberam, em média, R$ 40.998,97 em 2024, segundo levantamento do O Globo elaborado a partir de dados da Receita Federal.

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Na segunda posição aparecem os membros do Ministério Público, como procuradores e promotores, com rendimento médio de R$ 39.629,92. Em seguida estão advogados do setor público, incluindo procuradores da Fazenda e consultores jurídicos, com média de R$ 25.383,79.

O ranking mostra forte presença de carreiras do serviço público entre as mais bem remuneradas do Estado. Servidores das carreiras de auditoria fiscal e fiscalização ocupam a quarta colocação, com rendimento médio de R$ 23.200,83, enquanto pilotos de aeronaves, comandantes de embarcações e oficiais de máquinas aparecem em quinto lugar, com média de R$ 22.227,51.

Entre as profissões mais conhecidas pelo público, os médicos ocupam a sexta posição, com rendimento médio de R$ 17.163,21. Professores do ensino superior aparecem em décimo lugar, com média de R$ 14.073,74.

Na área da tecnologia, analistas de sistemas, desenvolvedores de software e administradores de redes e bancos de dados registraram rendimento médio de R$ 7.760,29, figurando entre as 40 ocupações mais bem pagas do ranking catarinense.

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Já os jornalistas e repórteres aparecem na 64ª colocação, com remuneração média de R$ 5.775,78. O valor supera a média recebida por profissionais como psicólogos (R$ 4.453,25), vendedores e prestadores de serviços do comércio (R$ 4.319,35) e trabalhadores da hotelaria e alimentação (R$ 3.654,28).

Na outra ponta da lista estão ocupações ligadas ao setor agropecuário, artes e serviços pessoais. Produtores na exploração agropecuária registraram rendimento médio de R$ 656,28, o menor valor entre as 133 atividades analisadas.

Como o levantamento foi feito?

Os dados foram extraídos da base da Receita Federal referente ao ano de 2024, último período com informações disponíveis. O recorte por profissão e estado foi elaborado pelo pesquisador Eliel Pelegrino, da equipe coordenada por Marcio Couto, superintendente de Pesquisa da FGV Energia.

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O estudo considera apenas os rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, incluindo salários, bônus, participação nos lucros e, no caso de servidores públicos, verbas adicionais como gratificações e outros penduricalhos.

Não entram na conta receitas de aluguel, aplicações financeiras ou outras fontes de renda que não estejam diretamente relacionadas ao trabalho. Também ficam de fora os ganhos obtidos por profissionais que atuam como pessoa jurídica (PJ), modalidade comum entre médicos, advogados, dentistas e outros profissionais liberais de alta renda.

Além disso, a base contempla apenas contribuintes obrigados a declarar Imposto de Renda, não incluindo trabalhadores isentos em razão de rendimentos abaixo do limite de tributação.