A nova escola da Aldeia Bugio, em José Boiteux, começou a sair do papel. A ordem de serviço foi assinada em 6 de maio e, atualmente, a obra está na fase de elevar as paredes. O projeto está ganhando forma com um investimento de R$ 564 mil. São R$ 400 mil do governo do Estado, através de emenda parlamentar, e R$ 164 da prefeitura de José Boiteux.
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A vencedora da licitação é a empresa Weidmann Construtora. A expectativa é concluir o Centro Indígena de Educação Infantil (CIEI) Olímpio Severino da Silva em quatro meses. Hoje, essa unidade ocupa um espaço cedido pela Escola Indígena de Educação Básica Vanhecu Patté.
O CIEI atende 20 estudantes em idade pré-escola de forma multisseriada e conta com uma professora pedagoga, que também leciona Língua Materna e Cultura Xokleng. A equipe é formada ainda por uma auxiliar de sala, uma professora de educação física e arte, uma estagiária e uma servente. Com o novo espaço, se houver demanda, é possível dividir as turmas e aumentar o quadro de profissionais.
Errata: até as 16h30min de segunda-feira (25) o texto acima dizia que a obra era parte do acordo de compensação da barragem de José Boiteux, o que estava errado. A informação já foi corrida.
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À espera de outra escola
O governo do Estado tem uma promessa de construir outra escola na terra indígena, mas a obra ainda não começou. Além dela, outras oito obras estão na lista de compensação por a barragem ter sido construído dentro das aldeias. Parte delas está em andamento. É o caso das 46 moradias na terra indígena, duas igrejas e duas casas pastorais.
Outras ainda não saíram do papel, como a abertura e macadamização de estrada com 12 quilômetros, ligando as aldeias Sede e Toldo, e a construção de ponte pênsil sobre o Rio Hercílio, em local viável técnica e financeiramente.
A barragem de contenção de enchentes dentro do território indígena provoca uma série de impasses entre governo e comunidade local desde quando a estrutura estava em construção, em 1976. Até ficar pronta, o que só ocorreu em 1992, foram vários conflitos.
Atualmente, a barragem só funciona com o uso de um caminhão hidráulico, pois a casa de máquinas foi destruída em um dos episódios de impasse e os maquinários simplesmente sumiram. Neste mês, o governo de Santa Catarina assinou a ordem de serviço para consertar o que foi estragado.
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