Após pelo menos 10 anos de espera, a nova escola da Aldeia Bugio, em José Boiteux, começou a sair do papel. A obra é uma das prometidas em um acordo na Justiça Federal que definiu as medidas compensatórias pelos danos provocados pela barragem de contenção de enchentes.

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Para quem não lembra, a barragem de José Boiteux, a maior para evitar inundações no Vale do Itajaí, fica dentro de uma terra indígena legalmente demarcada e, cada vez que a água fica represada, os moradores das aldeias são impactados. Isso vai desde ruas alagadas até rachaduras provocadas nas construções.

A assinatura da ordem de serviço para a escola dentro da Aldeia Bugio foi assinada em 6 de maio e, atualmente, a obra está na fase de elevar as paredes. O projeto está saindo do papel com um investimento de R$ 564 mil. São R$ 400 mil do governo do Estado e R$ 164 da prefeitura de José Boiteux. A vencedora da licitação é a Weidmann Construtora.

A expectativa é concluir a construção da escola em quatro meses.

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Além da escola, outras oito obras estão na lista de compensação. Parte delas está em andamento. É o caso das 46 moradias na terra indígena, duas igrejas e duas casas pastorais. Outras ainda não saíram do papel, como a abertura e macadamização de estrada com 12 quilômetros, ligando as aldeias Sede e Toldo, e a construção de ponte pênsil sobre o Rio Hercílio, em local viável técnica e financeiramente.

A barragem de contenção de enchentes dentro do território indígena provoca uma série de impasses entre governo e comunidade local desde quando a estrutura estava em construção, em 1976. Até ficar pronta, o que só ocorreu em 1992, foram vários conflitos.

Atualmente, a barragem só funciona com o uso de um caminhão hidráulico, pois a casa de máquinas foi destruída em um dos episódios de impasse e os maquinários simplesmente sumiram. Neste mês, o governo de Santa Catarina assinou a ordem de serviço para consertar o que foi estragado.