O cenário já se tornou parte da rotina do brasileiro: no meio do expediente ou em um momento de descanso, o celular vibra com uma mensagem de propaganda política de um candidato desconhecido. O que muitos tratam apenas como um incômodo passageiro é, na verdade, a ponta de um iceberg que revela o avanço do assédio digital no país.

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Esse fenômeno não é fruto do acaso. Ele é alimentado por um mercado obscuro de comercialização ilegal de bancos de dados. Informações pessoais, que deveriam estar protegidas, são vendidas em lotes, transformando o cidadão comum em alvo estratégico para campanhas que ignoram as regras de privacidade.

Saiba como bloquear e denunciar o ‘spam’ eleitoral no WhatsApp

Para conter o avanço das mensagens indesejadas, a primeira linha de defesa do eleitor está dentro do próprio aplicativo. O WhatsApp oferece mecanismos nativos que funcionam como uma barreira imediata contra o assédio digital de campanhas políticas.

Ao receber uma mensagem de um número desconhecido com material de propaganda, o usuário visualiza instantaneamente as opções “Bloquear” ou “Denunciar”.

Como transformar o bloqueio em denúncia oficial

Embora o bloqueio no aplicativo interrompa o incômodo imediato, ele não pune o uso indevido dos seus dados pessoais. Para que a irregularidade seja investigada e os responsáveis punidos, o eleitor deve acionar os mecanismos de controle da Justiça Eleitoral.

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A principal ferramenta para esse combate é o aplicativo Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É por meio dele que cidadãos podem denunciar práticas ilícitas em tempo real.

Serviço:

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.