O PSDB não anunciou oficialmente onde estará nas eleições de 2022, mas praticamente encaminhou o apoio à candidatura ao governo de Esperidião Amin, do Progressistas. Os tucanos fizeram convenção nesta segunda-feira (1°), mas como o partido formou federação com o Cidadania, a palavra final sai apenas na reunião conjunta das duas legendas, marcada para quinta-feira (4), em Florianópolis.

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O nome do ex-governador Leonel Pavan é o favorito para ocupar a vaga de vice na futura aliança com Amin. Os dois já foram até fotografados juntos na convenção do PP. No entanto, na convenção desta segunda, a direção tucana não confirmou oficialmente a indicação dele. O PSDB é o terceiro maior partido do Estado em número de filiados.

A novidade da convenção foi a reivindicação não apenas da vaga de vice, mas também de candidato a senador. Paulo Bauer, eleito para o Senado em 2010 e concorrente ao mesmo posto em 2018, deixou claro o interesse de concorrer à vaga e chegou até a mencionar “duas pessoas no palanque”. Até o momento, a vaga ao Senado na chapa de Amin está encaminhada para Kennedy Nunes (PTB). A direção do PP até o momento afirmou desconhecer o pedido dos tucanos.

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A iminente decisão do PSDB ocorre após uma semana que quase marcou uma reviravolta nos rumos tucanos em SC. O partido, que há meses é apontado como possível aliado do PP na eleição para governo de SC, retomou conversas com o governador Carlos Moisés (Republicanos). Reuniões ocorridas na quinta-feira e no fim de semana foram uma tentativa de levar adiante o desejo de alguns prefeitos e vices do partido, que olhavam de forma simpática a um acordo com Moisés.

Com a confirmação do apoio do MDB, e a indicação de dois nomes emedebistas na chapa – Udo Döhler para vice e Celso Maldaner para o Senado, a intenção de conversar foi encontrar um possível espaço ao PSDB caso também integrasse a aliança.

No entanto, apenas uma vaga de suplente de senador teria sido oferecida ao PSDB, o que desagradou lideranças tucanas.

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Na convenção desta segunda, embora não tenha havido anúncio oficial do apoio a Amin, os recados foram claros. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, que preside um comitê político do partido, reivindicou mais protagonismo à legenda no projeto que ela for integrar.

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— Não podemos estar com quem nos trata como se fôssemos pequenos, nanicos. Porque nós não somos — respondeu.

O deputado Marcos Vieira foi na mesma linha e, vacinando os filiados contra possível divisão entre os rumos possíveis, fez um apelo pela unidade partidária.

— Não é justo, não é partidário, que após a tomada de decisão em convenção, a minoria não seguir o que foi decidido pela maioria — afirmou.

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Nos discursos, o partido também evidenciou que ter um espaço em uma chapa majoritária poderia facilitar a eleição de deputados. Salvaro chegou a estimar que o partido poderia fazer de quatro a seis deputados estaduais — em 2018, o partido fez dois.

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Com os objetivos demarcados na convenção, o partido agora aguarda pela definição final na convenção da federação, quinta-feira. O partido, que ficou fora do segundo turno da majoritaria em 2018 e nos anos seguintes tinha em Gelson Merísio um nome de pré-candidato ao governo, agora caminha para voltar a se unir ao PP, como fez em 2014 – mas agora na ordem inversa dos candidatos. 

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Paulo Bauer enalteceu a “vibração e a alegria” de Pavan e disse que ele “só não vai se não quiser. Se havia alguma dúvida, no fim do seu discurso Leonel Pavan disse com todas as letras querer ser o candidato a vice, sob gritos inflamados de filiados:

— Eu só não vou se eu não quiser? Então eu quero.

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