O professor e médico Jorge Alberto Costa e Silva é tema do livro escrito por Fernanda Mello Gentil lançado nesta segunda-feira (4). Costa e Silva, que se autointitula Astrônomo da Mente, dedica a vida à saúde mental, tanto na clínica quanto nas áreas acadêmica e institucional. Além de professor, ele chegou a exercer o posto de diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), no departamento de Saúde Mental.

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O professor e médico foi um dos entrevistados do quadro da CBN Floripa, Medicina e Saúde, no programa Boa Tarde CBN. Com mais de 40 anos de carreira, o médico é especialista em Neurociências, fundador e presidente do Instituto Brasileiro do Cérebro (Inbracer) e Membro Honorário da Academia de Medicina de São Paulo e de Portugal.

O livro é um retrato biográfico do médico, onde o profissional narra suas memórias ao longo da carreira na ciência. Com 300 artigos escritos e inúmeros livros publicados, o especialista é reconhecido pela realização de inúmeras pesquisas modernas, destacando o papel do lítio na depressão unipolar e a descoberta do transtorno de pânico.

Durante o bate-papo com os comunicadores Mateus Boaventura e Marina Dalcastagne, Jorge Alberto falou sobre o cenário da saúde mental dos brasileiros em um mundo pós-pandemia e sobre o avanço da medicina em temas ligados à saúde mental. 

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— É muito fácil você procurar ajuda médica quando você tem um elemento físico do que o elemento psicológico. Agora quando você tem uma angústia, uma depressão muitas vezes pensa que é uma tristeza, tristeza é uma coisa que todo mundo tem. Mas depressão é um transtorno mental. A depressão tem causas biológicas e psicológicas, mas se confundem muito. Da tristeza fica ainda mais difícil do indivíduo fazer uma distinção — disse o professor.

O professor falou sobre a situação da saúde mental pós-pandemia:

— Não é que surgiram novas doenças. O vírus tem atração tropismo pelo sistema nervoso central. Então é evidente que aquele que teve a doença tem uma possibilidade grande desse vírus ficar ainda muito tempo em circulação. Os vírus em geral, eles dormem dentro do corpo humano. É um bom ambiente para eles. Então, em função disso, se localizando inclusive no sistema nervoso central, passaram a gerar um chamado covid longo. Sequelas da doença como por exemplo, depressão, suicídio é uma consequência da depressão. E outra, quadros confusionais, transtornos da memória, chamado transtorno cognitivo, da atenção do raciocínio, são outros e outras sequelas do campo do neurológico. As doenças já existem, mas o vírus dá um impulso nelas.

Confira a entrevista na integra:

*Sob supervisão de Raquel Vieira.

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