Uma cena fora do comum chamou a atenção de motoristas entre Itajaí e Navegantes na tarde dessa quinta-feira (16). Com sirenes ligadas e o trânsito sendo aberto por motociclistas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), um pulmão captado no Hospital Marieta Konder Bornhausen foi transportado até o Aeroporto Internacional de Navegantes em apenas 12 minutos.
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O pedido de apoio foi feito pela equipe médica responsável pela captação do órgão e antes mesmo da saída do veículo, policiais do Grupo de Motociclismo Regional (GMR) da PRF já estavam posicionados em frente ao hospital para iniciar a escolta até o aeroporto, onde o órgão iria seguir viagem até São Paulo, para ser transplantado em um paciente.
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Durante o trajeto entre Itajaí e Navegantes, os oficiais da escolta utilizaram técnicas de motopoliciamento para bloquear cruzamentos e abrir corredores entre os veículos, o que garantiu o que o transporte fosse realizado com segurança e no menor tempo possível, mesmo com o intenso fluxo de trânsito entre os dois municípios.
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Conforme a PRF, operação foi concluída em 12 minutos. No Aeroporto Internacional de Navegantes, o pulmão foi entregue à equipe transplantadora e embarcou imediatamente em um voo com destino a São Paulo, onde estava sendo aguardado para a salvar a vida de um paciente.
A Polícia Rodoviária destaca que a rapidez da escolta foi fundamental para preservar a viabilidade do órgão e ampliar as chances de sucesso do procedimento.
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Santa Catarina lidera taxa de doadores de órgãos no Brasil
Santa Catarina registrou, em 2025, a maior taxa de doadores de órgãos do Brasil, com 42,8 doadores por milhão de população (pmp). Os dados são do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), divulgados na última quarta-feira (6). A média nacional foi de 20,3 pmp, menos da metade do índice catarinense.
Ao longo do ano, Santa Catarina contabilizou 804 notificações de potenciais doadores, das quais 350 se transformaram em doações efetivas. Entre os destaques, estão as doações de córnea, rim e fígado.
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O perfil dos doadores catarinenses em 2025 foi composto majoritariamente por homens, com idades entre 35 e 64 anos, e óbitos causados principalmente por acidente vascular cerebral (AVC) e traumatismo cranioencefálico (TCE).
A demanda por órgãos permanece alta. Em dezembro de 2025, 1.291 pacientes adultos e e 17 pediátricos estavam na lista de espera por um órgão em Santa Catarina, principalmente por rim e córnea. No mesmo ano, 73 adultos morreram enquanto aguardavam transplante, a maioria na fila renal.
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