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    Mundo pós-pandemia

    Qual o perfil do novo líder no mundo pós-pandemia

    As relações de trabalho estão mudando, os líderes também precisam se transformar

    30/07/2020 - 14h52

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    Por Estúdio NSC
    Qual o perfil do novo líder no mundo pós-pandemia
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    Autoritário, superior, estratégico, distante: essas são algumas das características que costumamos usar para definir um líder. Ou, melhor, costumávamos. Tudo indica que a pandemia do coronavírus tornou ainda mais urgente uma mudança nas organizações.

    De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do IBGE, nos próximos 20 anos, 58% dos empregos formais e informais no Brasil poderão ser substituídos por máquinas. Ao mesmo tempo, novas ocupações surgirão e exigirão profissionais com capacidade crítica e analítica desenvolvidas: pessoas com perfil de liderança estarão entre as mais requisitadas pelos recrutadores.

    Porém, esse perfil será diferente do que estávamos acostumados a ver nas empresas: novas características e um novo comportamento de gestão estão sendo exigidos dos líderes. Os especialistas da Unisul ajudam a entender a seguinte questão: afinal, quem é esse novo líder?

    Um líder que compreende

    Um líder que se preocupa com a saúde, o bem-estar e a segurança dos seus colaboradores: características essenciais no presente e mais ainda no mundo pós-pandemia. No processo de reabertura do comércio e das empresas, os gestores são obrigados a tomar todas as medidas necessárias para proteger a saúde e o bem-estar de todos, e isso deve continuar mesmo depois da pandemia.

    Além disso, a tendência de que muitas empresas optem pelo trabalho remoto para boa parte dos funcionários revela uma outra necessidade: um líder precisa compreender seus colaboradores, o contexto em que eles vivem e quem eles são por trás dos crachás. Essa atitude compreensiva será o segredo para diminuir o estresse na rotina das empresas e garantir o cuidado com a saúde mental das equipes.

    — Todas as atividades profissionais deverão passar por processos de ressignificação, pois o perfil de cada profissional será afetado na maneira de desempenhar as suas funções. O administrador terá que ser mais flexível, terá que interagir mais com os pares e com os seus comandados. Devem estar mais presentes as dimensões humanas, a sensibilidade e a compreensão da situação do outro. O gestor deverá utilizar muito mais os instrumentos e canais tecnológicos para se comunicar. A iniciativa, a criatividade, a flexibilidade e a abertura para o novo definem a postura do novo administrador pós-pandemia — afirma o Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Administração da Unisul, Jacir Leonir Casagrande.

    Essa maior interação entre o líder e os seus comandados mostra a necessidade de ruptura da hierarquia tradicional nas empresas. Os novos profissionais querem se sentir à vontade para discutir assuntos do trabalho ou mesmo da vida com os seus gestores. No outro lado dessa relação, deve estar um líder aberto e sensível às novas necessidades dos seus colaboradores.

    — Os vínculos trabalhistas estão mais fluidos, o emprego não existe mais da mesma forma como na época dos nossos pais. As organizações estão com suas gestões cada vez mais horizontais. Acredito que este momento tão duro que vivemos atualmente vai nos trazer alguns aprendizados. Empatia, inteligência emocional, resiliência, criatividade, cooperação e formação de redes, dentre outros aspectos, não são exatamente novidade, mas ganharam um novo “tom”, à medida que têm se mostrado essenciais em qualquer relação de trabalho — explica a Coordenadora dos cursos de Gestão de Recursos Humanos, Marketing, Gestão Comercial e Gestão Pública da Unisul Virtual, Janaína Baeta Neves.

    Um líder mais humano

    O modelo antigo que tínhamos de um líder, focado somente no seu objetivo econômico e que deixava de lado o bem-estar coletivo, está com os seus dias contados nas organizações. O posicionamento “pessoas em primeiro lugar”, que algumas empresas já utilizavam no passado, agora, precisa ser realmente posto em prática.

    — A passagem pela pandemia fortalecerá o líder com comportamento mais acolhedor, mas antenado às pessoas, mais aberto. Mais do que nunca, ele terá que ser humano, terá que entender o contexto, as dificuldades, os potenciais dos seus liderados, para melhor atingir os objetivos da organização. Acredito que 99% da população se sensibiliza com os números da pandemia e isso leva ao fortalecimento da “humanidade do ser humano”. Logo, o líder terá que ser mais humano — afirma o Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Administração da Unisul, Jacir Leonir Casagrande.

    > Como fica o mundo do trabalho pós-pandemia?

    Humanização: ainda vamos ouvir falar muito nesse termo. É a principal necessidade de praticamente todas as profissões, desde a área da saúde até a de tecnologia. Agora, com as mudanças constantes no mercado de trabalho, ampliadas pela pandemia do coronavírus, o lado humano precisa ser incorporado também nos cargos mais altos das empresas. Aliás, não sabemos até quando serão realmente cargos “mais altos”, já que a tendência é a linearidade das funções nas organizações.

    Autoritário, superior, estratégico, distante: essas são algumas das características que costumamos usar para definir um líder. Ou costumávamos. A partir de agora, humano, compreensivo e próximo são as características esperadas das lideranças.

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