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Quando a pandemia de Covid-19 vai acabar?

Avanço da vacinação aumenta dúvidas sobre fim da crise mundial do coronavírus, mas saída ainda depende de imunização coletiva e controle de variantes

28/07/2021 - 08h00 - Atualizada em: 21/08/2021 - 17h07

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Jean
Por Jean Laurindo
Aumento da vacinação aumenta expectativa para possível fim da pandemia de Covid-19
Aumento da vacinação aumenta expectativa para possível fim da pandemia de Covid-19
(Foto: )

O fim da pandemia de Covid-19 é uma notícia cada vez mais esperada com o avanço da vacinação no mundo. A crise mundial de saúde por causa da disseminação do coronavírus em todos os continentes foi declarada em 11 de março de 2020. Desde então, a doença já causou 4,1 milhões de mortes e 195 milhões de casos confirmados em todo o planeta.

Uma a cada três cidades de SC não teve mortes por Covid-19 em julho

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Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 em todo o mundo e alguns países já promovendo reaberturas de serviços e eventos públicos, aumenta a expectativa sobre quando a pandemia de Covid-19 e as restrições necessárias por causa dela vão, de fato, chegar ao fim.

Quando a pandemia de Covid-19 vai acabar?

A resposta sobre o prazo para o fim da pandemia de Covid-19 ainda é incerta. Para alguns epidemiologistas, ele pode ocorrer entre o final de 2021 e o início de 2022. Em outras avaliações, pode perdurar mais tempo, até a metade do próximo ano.

Em todos os casos a evolução da crise de Covid-19 até a saída da epidemia global depende de fatores como uma ampla cobertura vacinal em todo o mundo e o controle do avanço de variantes, como a Delta, que nos últimos meses se tornou a maior preocupação relacionada à disseminação da doença.

O chefe do Programa de Emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Mike Ryan, admitiu em meados de julho em um vídeo da entidade que ainda não é possível estipular uma data para o fim da crise mundial de saúde.

Ainda em abril, o diretor da entidade para a Europa, Hans Kluge, afirmou que para a pandemia acabar é preciso que 70% da população mundial esteja vacinada. Até o final de julho, apenas 13,9% da população mundial já havia tomado as duas doses ou vacinas de dose única, segundo dados do site Our World in Data.

Em mensagem sobre a abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o presidente da OMS, Tedros Adhanom, afirmou que a meta da entidade é alcançar o percentual de 70% de pessoas imunizadas no planeta, que segundo a entidade poderia possibilitar o fim da pandemia, até a metade de 2022.

Fim da pandemia ainda em 2021?

O epidemiologista Pedro Hallal, professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e coordenador do estudo Epicovid-19, afirmou em artigo no jornal Folha de S.Paulo publicado no dia 13 de julho que a pandemia deve acabar por volta da virada do ano, entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022.

Ele baseou a previsão em fatores positivos, como o avanço da vacinação e a queda de casos já observada no Brasil, mas também nos aspectos negativos que ainda podem afetar a propagação da doença, como o surgimento e o contágio por variantes do vírus, a falta de cuidados e as aglomerações que uma eventual reabertura poderia causar e o negacionismo do governo federal.

Quantidade de vacinas é ponto favorável

O epidemiologista do departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lúcio Botelho, confirma que estipular uma data para o fim da pandemia ainda não é uma aposta muito segura. Ainda assim, ele também cita a previsão do professor Pedro Hallal e afirma que, se a vacinação mundial continuar na velocidade atual, é bem provável que a pandemia termine ainda antes do final do ano.

Segundo o professor, no caso da Covid-19 aconteceram coisas diferentes do que ocorrem em outras epidemias e pandemias. Uma delas é a quantidade de vacinas que surgiram em um curto espaço de tempo, que pode proporcionar uma imunidade coletiva capaz de pôr fim à crise global de saúde.

– Se as condições forem as atuais, podemos pensar de uma forma otimista que a gente resolve em mais uns quatro, cinco meses – projeta.

Novas variantes e reabertura podem preocupar

Por outro lado, Botelho pondera que ainda existe margem para o surgimento de novas variantes e para medidas precipitadas de reabertura de eventos de grande público, o que poderia piorar a situação de saúde e retardar a saída da pandemia.

– O negacionismo e a atuação absurda do governo federal fez com que a gente atrasasse no mínimo seis meses. Agora estão todos tendo clareza de que mortes diminuíram sobremaneira, os casos que estão ocorrendo estão menos graves, isso tudo é fruto de vacina. Se tivéssemos feito a vacina quando ela deveria ter sido feita, talvez a gente hoje estivesse conversando num outro tom. Quase com certeza (num processo de saída da pandemia) – avalia.

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