Versátil, acessível e nutritivo, o ovo está presente no prato de milhões de brasileiros. Mas será que ele pode sobrecarregar o fígado ou o pâncreas? Médicos explicam quando o consumo é seguro e quando a gema merece cautela.

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Embora seja um alimento completo, o ovo não tem o mesmo efeito para todos. Em pessoas com doenças hepáticas, pancreáticas ou renais, a escolha entre gema e clara pode fazer diferença na saúde.

A ciência já mostrou que indivíduos saudáveis não precisam limitar o consumo de ovos. Ainda assim, em alguns quadros clínicos, o alimento exige adaptações. Entender esses limites ajuda a manter uma dieta equilibrada e segura.

Por que o ovo é considerado um alimento completo

Os ovos são um verdadeiro tesouro nutricional. Um único ovo fornece até 25% da necessidade diária de aminoácidos essenciais, além de vitaminas e minerais importantes para o metabolismo e a saúde muscular.

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Além disso, especialistas acreditam que não há necessidade de restringir o consumo em pessoas saudáveis. O alimento é natural, completo e facilmente disponível, o que explica sua popularidade na alimentação cotidiana.

Ainda assim, o valor nutricional não elimina a necessidade de atenção em casos específicos. Quando há doenças crônicas, a forma de consumo passa a ser tão importante quanto a quantidade ingerida.

O impacto da gema no fígado

Segundo o site polonês Ofeminin, especialistas apontam que as gorduras presentes na gema exigem um funcionamento mais intenso do fígado. Em pessoas com esteatose hepática (gordura no fígado) ou inflamações avançadas, esse esforço extra pode pesar no organismo.

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O fígado é responsável pela metabolização do colesterol. Por isso, no passado, nutricionistas temiam que os ovos elevassem o LDL, conhecido como colesterol ruim, aumentando o risco de disfunções hepáticas.

Hoje, a avaliação é mais cuidadosa. Vale lembrar que a gema contém quase 5 g de gordura, sendo apenas 0,1 g de ácidos graxos saturados, considerados mais prejudiciais à saúde.

Quando o pâncreas pede mais cautela

Em casos de doenças pancreáticas, a decisão sobre o consumo de ovos deve ser individual. A pancreatite, por exemplo, costuma exigir uma dieta com restrição de gordura para evitar crises.

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Um ovo grande contém cerca de 4,8 g de gordura, concentrada principalmente na gema. Por isso, especialistas podem recomendar limitar a quantidade ou optar apenas pela clara em determinadas fases do tratamento.

Mesmo assim, os ovos não são totalmente proibidos. Com acompanhamento médico, eles podem continuar no cardápio, desde que o organismo seja monitorado de perto.

Ovos e a saúde dos rins

Pessoas com insuficiência renal também precisam de atenção. O metabolismo das proteínas gera compostos nitrogenados que rins saudáveis eliminam com facilidade, mas que podem se acumular quando há falhas na função renal.

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Nessas situações, o excesso de proteína pode agravar o quadro clínico. Por isso, médicos e nutricionistas costumam orientar a redução de alimentos proteicos, incluindo ovos, com recomendações personalizadas.

No fim das contas, o segredo está no equilíbrio. Para a maioria das pessoas, o ovo segue como aliado. Já para quem convive com doenças específicas, a escolha entre gema e clara pode fazer toda a diferença.

Veja também: Ovos brancos, vermelhos, caipiras e orgânicos: qual a diferença e qual escolher?

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