A definição de pertencimento à classe média no Brasil está atrelada ao faturamento bruto mensal das famílias, conforme apontam as projeções atualizadas do mercado. Atualmente, os lares com rendimentos entre R$ 3.500 e R$ 8.300 são enquadrados na classe média tradicional, enquanto o grupo com receitas entre R$ 8.300 e R$ 26.000 atinge o patamar de classe média alta. Essa segmentação ajuda a mapear a realidade socioeconômica do país e o real poder aquisitivo da população.
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Como é feito o cálculo e quem está no topo
Para identificar distorções demográficas, o FGV Social adota uma metodologia que avalia o rendimento por morador, dividindo a soma de todas as receitas da casa pelo número de dependentes. Essa estratégia revela o padrão de consumo real e impede que um salário bruto alto mascare a sobrecarga de uma família numerosa. Sob esse critério, a classe média tradicional responde hoje por 31,2% dos brasileiros.
Logo acima, as famílias com receitas conjuntas entre R$ 8.300 e R$ 26.000 compõem a classe média alta, representando cerca de 15% dos lares no país. Já o topo absoluto da pirâmide socioeconômica é restrito à classe alta, categoria que engloba apenas 4% da população brasileira e cujos rendimentos mensais ultrapassam a barreira dos R$ 26.000.
Capacidade de poupança separa os grupos
A grande diferença prática entre as subdivisões da classe média reside na capacidade de gerenciar o orçamento contra imprevistos. Enquanto o segmento médio utiliza quase a totalidade dos recursos para arcar com despesas correntes imediatas e possui dificuldade para poupar, a classe média alta consegue gerar excedentes financeiros. Essa sobra é canalizada para previdência privada, fundos imobiliários e investimentos, criando uma barreira de proteção patrimonial inacessível para as faixas de menor poder aquisitivo.
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*Com edição de Nicoly Souza

