O mês de novembro chegou e com ele se iniciou mais uma campanha Novembro Azul, de conscientização sobre a importância dos cuidados e prevenção ao câncer de próstata. A doença é o tipo de câncer mais comum em homens, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), com 21,25% das novas incidências. Os mitos e preconceitos em relação aos exames que podem descobrir o tumor ainda afastam muitos homens dos consultórios e, quando é descoberto, já está em estado avançado. Segundo o médico urologista Marcelo Setti, em entrevista à CBN Joinville nesta segunda-feira (1º), o caminho para aumentar o número de tratamentos de sucesso é levantar o debate cada vez mais, com conteúdos relevantes.

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— O tabu existe, mas quanto mais informação nós conseguirmos passar para as pessoas, melhor em termos de resultado — apontou.

De acordo com o médico, não há como apontar causas que provoquem a doença, mas sim os fatores de risco que podem aumentar as chances do aparecimento desta anomalia. Questões genéticas, como a hereditariedade (quando um pai ou um avô já teve a doença); hábitos não saudáveis como alimentaçao desregrada ou falta de exercícios físcos, entre outros, podem influenciar não só ao câncer de próstata, mas também a outros problemas de saúde. 

Especificamente sobre o câncer de próstata, é uma doença silenciosa e que não apresenta sintomas nos quadros iniciais. Por isso é necessária a busca do paciente aos especialistas de forma periódica para acompanhar como está sua saúde. A realização de exames é fundamental para descobrir qualquer irregularidade. Este tipo de tumor só pode ser descoberto e confirmado por meio do exame PSA, que é o exame de sangue, aliado ao exame de toque retal. Segundo o doutor Setti, qualquer alteração nesses dois exames chama a atenção para uma investigação mais aprofundada, que será confirmada com a realização de uma biópsia.

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— É a associação dos dois [exames] que aumenta muito as chances de chegarmos a um diagnóstico […]. E quanto mais precoce o diagnóstico, muito maior será a chance de desenvolver um tratamento adequado — comentou o médico.

Se confirmada a presença de um tumor, o paciente vai ser avaliado para definição do seu quadro e em que estágio se encontra. Os tratamentos podem ser cirúrgicos (com a retirada da próstata) ou por meio da radioterapia, que também apresenta grandes índices de sucesso. Há, ainda, pacientes com quadros tão leves da doença que nem chegam a necessitar de alguma intervenção, apenas o monitoramento todos os anos.

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— Alguns casos são tão pouco agressivos, que provavelmente não precisamos nem sequer um tratamento, a não ser o acompanhamento anual para ver se não vai piorar — destacou.

O médico urologista Marcelo Setti falou ainda sobre hábitos saudáveis, detalhou os exames e falou sobre a importância do cuidado com a sáude do homem. Abaixo, confira a íntegra da entrevista ao CBN Mais, com Jota Deschamps, Fernando Gonçalves e Rodrigo Zimmermann.

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O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 11h ao meio-dia, na CBN Joinville.

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