Somente nos primeiros meses de 2026, foram encontrados 374 escorpiões amarelos em Itajaí. A espécie (Tityus serrulatus) é considerada a mais venenosa da América do Sul, e pode causar diversos sintomas como náuseas, tremores e arritmia cardíaca. Entre as regiões mais afetadas estão a Praia Brava e o bairro da Murta.
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De acordo com dados da Gerência de Controle de Zoonoses, comandada pela Vigilância Epidemiológica de Itajaí, 96 escorpiões, entre filhotes e adultos foram encontrados na Murta. Já na Praia Brava o total é de 84, o levantamento abrange desde o dia 1º de janeiro até essa terça-feira, 14 de abril.
Atualmente, o município acompanha vários pontos com visitas semanais, quinzenais, mensais ou bimestrais. O monitoramento começa quando um escorpião é encontrado em determinado local. Durante essas ações, as equipes capturam os animais e orientam sobre mudanças no ambiente que ajudam a reduzir a presença deles.
Veja o balanço das capturas

As capturas são catalogas em escorpiões adultos, filhotes e também é contabilizado a exuvia, que é o exoesqueleto do animal, como uma espécie de casca quando o aracnídeo passa pela troca de pele. De acordo com o levantamento, o total de capturas com exuvias é de 378, e dos animais, 374.
Praia Brava é área monitorada
Segundo a equipe, a Praia Brava é monitorada há mais de 10 anos e conta com sinalização nos pontos onde há incidência de encontro desses animais, que costumam se abrigar em áreas de gabião e restinga, onde há baixa circulação de pessoas.
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Apesar do número alto de capturas, a Vigilância afirma que não houve aumento, acima do esperado, na quantidade de escorpiões na região. Além disso, segundo a Prefeitura de Itajaí, a erradicação do escorpião amarelo não é considerada viável. Por isso, as ações são focadas em controlar a quantidade de escorpiões, com o objetivo de diminuir o risco de acidentes e impactos à saúde da comunidade.
Como é um escorpião amarelo
Estratégia de controle eficaz em outros Estados
Segundo a Prefeitura, as estratégias adotadas pelo município para o controle dos escorpiões também seguem os avanços da ciência. De acordo com a bióloga Dra. Clair, pesquisas feitas com instituições como o Instituto Vital Brazil, o Instituto Biológico e a Unioeste têm mostrado bons resultados ao combinar o uso de produtos químicos com cuidados no ambiente.
Experiências em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte já comprovam que o modelo funciona e ele deve servir de base para a atualização das orientações do Ministério da Saúde sobre o controle de escorpiões. Itajaí já está reunindo os dados necessários para aplicar esse método na cidade.
Cuidados em caso de picada
A primeira orientação para casos de picada por escorpião amarelo é procurar atendimento médico o mais rápido possível, mesmo que os sintomas apresentados sejam leves ou inexistentes. O recomendado é lavar o local apenas com água e sabão e não fazer práticas como cortar, sugar o veneno ou passar receitas caseiras, o que pode piorar a situação. Compressas mornas podem ajudar a aliviar a dor.
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Sintomas
- Manifestações locais: A dor aparece quase imediatamente após a picada e pode se espalhar pelo membro afetado. O paciente também podem sentir formigamento, vermelhidão e suor no local. Normalmente, a dor é mais intensa nas primeiras horas.
- Manifestações sistêmicas: Em até poucas horas, podem surgir sintomas mais graves, principalmente em crianças, como suor intenso, agitação, tremores, náuseas, vômitos, salivação excessiva, alterações na pressão arterial, arritmias, problemas no coração, falta de ar e, em casos mais graves, choque. A presença desses sinais indica suspeita de envenenamento por escorpião, mesmo que a picada não tenha sido percebida. Crianças são as mais vulneráveis a quadros graves.






