A história da Eskimó Sorvetes, que começou em uma sala de 200 metros quadrados em Criciúma, também é marcada por momentos de crise antes de alcançar a liderança no mercado de picolés na América Latina.
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O fundador da empresa, Pedro Reis conta que o negócio surgiu por acaso, em 1981, quando ainda trabalhava como banqueiro. A ideia inicial, segundo ele, era abrir uma pizzaria, mas a dificuldade em encontrar um ponto no Centro de Criciúma mudou os planos.
Durante a procura, já na Rua Henrique Lage, ele soube de uma sorveteria que estava à venda. Mesmo sem experiência no setor, decidiu apostar no negócio.
No início, a produção era totalmente manual, inclusive a embalagem dos picolés. A distribuição também seguia um modelo simples: freezers eram alugados e instalados em escolas, padarias e mercearias para a venda dos produtos.
Crise levou empresário a vender a própria casa
Nos anos 1990, a empresa enfrentou dificuldades financeiras. Em 1996, os sócios chegaram a ir para a Bahia em busca de melhores vendas, mas o cenário seguiu desfavorável.
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Juros elevados, aumento da concorrência e a necessidade de melhorar a qualidade dos produtos contribuíram para a queda da empresa, que se intensificou até 1999. Nesse período, o empresário precisou vender a própria casa e passar a viver de aluguel.
Segundo ele, uma mudança pessoal também marcou essa fase. Ao se aproximar da fé, afirma que houve uma virada no negócio após incluir a espiritualidade na condução da empresa.
Produto a R$ 1 e estratégia impulsionaram virada
Um dos pontos de inflexão veio com a venda de um copão de sorvete a R$ 1. No primeiro dia da ação, cerca de 60 mil unidades foram comercializadas.
Anos depois, um novo momento decisivo ocorreu com a abertura de uma loja em Içara, em 2009, inicialmente criada para ajudar a filha do empresário após o fechamento de um negócio no setor de vestuário.
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“Mas à noite, dormindo, eu via essa loja, como ela deveria ser. Eu estava dormindo e eu via os freezers, as tabelas de preço com um preço bem barato… Eu via as crianças entregando panfletos, fazendo propaganda e os carros”, revelou o sonho profético ao podcast Gigantes Cast.
Distribuição gratuita de picolés ajudou a atrair clientes
O primeiro mês da loja não teve o resultado esperado. Para tentar reverter o cenário, a estratégia foi apostar na distribuição gratuita de produtos. A orientação foi reunir um grupo de jovens para entregar picolés e panfletos pela cidade. Mais de 10 mil unidades foram distribuídas.
A ação teve efeito quase imediato. Nas semanas seguintes, a loja passou a registrar filas e aumento expressivo nas vendas. “O pessoal levava a mercadoria, antes de colocar no freezer os clientes faziam fila e já pegavam mercadoria das caixas”, relembrou.
As vendas, que no mês anterior haviam sido de cerca de 17 mil unidades, saltaram para 87 mil. Até o Natal daquele ano, 11 lojas já haviam sido abertas. Segundo o empresário, cada unidade chegou a vender o equivalente a cerca de 800 pontos de venda tradicionais.
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“Mas tudo isso não é mérito nosso. A glória não é nossa, a glória é do Senhor”, destacou.
Atualmente, a Eskimó Sorvetes possui mais de 100 filiais distribuídas em 14 estados do Brasil e segue em expansão no mercado nacional de sorvetes e picolés.









