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Quatro das cinco cidades com gasolina mais cara de SC são da Grande Florianópolis

Último levantamento da ANP mostrou São José com o maior valor médio do combustível; menor valor foi encontrado em Joinville

09/06/2021 - 05h00 - Atualizada em: 09/06/2021 - 13h18

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Por Jean Laurindo
Pesquisa da ANP mostra gasolina mais cara de SC com valores acima de R$ 5,50, na Grande Florianópolis
Pesquisa da ANP mostra gasolina mais cara de SC com valores acima de R$ 5,50, na Grande Florianópolis
(Foto: )

Quatro das cinco cidades com a gasolina mais cara de Santa Catarina ficam na Grande Florianópolis. Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), os motoristas de São José pagam atualmente o maior valor pelo combustível: o preço médio por litro registrado na cidade foi de R$ 5,59.

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Palhoça, Biguaçu e Florianópolis aparecem na sequência do ranking das cidades pesquisadas pela ANP, todas com valores médios acima de R$ 5,50. A cidade de Araranguá, no Sul do Estado, fecha o top 5 com preço estimado de R$ 5,48 por litro entre os estabelecimentos consultados.

Os dados fazem parte da pesquisa semanal da ANP e incluem valores de 173 postos em 13 cidades do Estado. Os valores foram pesquisados entre 30 de maio e 5 de junho. Confira ao final da reportagem a lista das cidades com a gasolina mais cara em SC. 

O menor valor de gasolina registrado no levantamento da última semana foi em um posto de Joinville, onde o combustível era vendido a R$ 4,99. Já o maior preço era de um estabelecimento em São José, que comercializava o produto a R$ 5,74.

O vice-presidente do Sindicato do Comercio Varejista de Combustíveis de Florianópolis (Sindópolis), Joel Fernandes, avalia que os preços refletidos na pesquisa da ANP ainda são “irreais”. Isso porque, segundo ele, os valores cobrados dos postos pelas distribuidoras em todo o Estado ficam entre R$ 5 e R$ 5,10.

Com isso, se os postos aplicassem uma margem padrão de 20%, como costuma ser o recomendado, o litro da gasolina estaria na faixa de R$ 6,15 a R$ 6,20, o que ainda não ocorre em nenhuma região do Estado, segundo o levantamento da agência nacional.

– O revendedor está bancando esse preço abaixo do real, mesmo apresentando ser o mais caro. Imagine as outras regiões em que os preços estão mais baixos do que isso. O revendedor, se não faliu, vai falir. Não tem como pagar valor superior a R$ 5 por litro e vender com margem bruta de 10%. Por isso, os donos de postos estão com dívidas em banco. Por isso, se vê frequentemente postos fechando ou trocando de dono – justifica o dirigente.

Quedas de preços se devem a promoções, diz sindicato

Segundo Fernandes, as reduções de preços que costumam ocorrer, como houve há cerca de um mês na Grande Florianópolis, só ocorrem quando as distribuidoras fazem promoções. Nesse caso, as diminuições também alcançam postos de outras regiões.

Se o patamar do preço dos combustíveis cobrados aos revendedores preocupa o setor, uma notícia boa é o fato de que a Petrobras não anunciou mais reajustes desde o início de maio. Os aumentos promovidos pela estatal foram os vilões do preço do combustível no início do ano, quando o produto chegou a passar de R$ 6 nas bombas de SC.

Apesar disso, o período sem repasse das variações do petróleo no mercado internacional gera expectativa de um reajuste acumulado nas próximas semanas.

– É possível que a gente tenha nova subida geral na gasolina em 15 dias se o dólar e o preço do barril do petróleo se mantiverem no patamar em que estão. Isso só não ocorrerá se um desses dois itens caírem – projeta o dirigente.

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