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Meio ambiente

Queima de lixo é a causa da maioria dos incêndios florestais, afirma bombeiro de SC

Hábito traz prejuízos ambientais, riscos às comunidades e onera os cofres públicos 

25/04/2020 - 17h00

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Juliana
Por Juliana Gomes
Serra do Tabuleiro tem sido atingida por incêndios frequentes
Serra do Tabuleiro tem sido atingida por incêndios frequentes
(Foto: )

O hábito de colocar fogo no lixo, em entulhos e móveis velhos está na origem da maioria dos incêndios florestais recentes na Grande Florianópolis. A afirmação é do tenente-coronel Christiano Cardoso, comandante do 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros de São José em entrevista ao Notícia na Manhã deste sábado (25).

Nessa quinta (23), a Polícia Civil divulgou o indiciamento de quatro pessoas por dois incêndios ocorridos em janeiro na região do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, em Palhoça. A Polícia Civil apurou que os indiciados usaram fogo para fazer limpeza no local.

De acordo com laudos do Instituto Geral de Perícias (IGP), a área atingida chega a 197,5 mil hectares. O valor estimado para recuperá-la seria de R$ 2,2 milhões.

- Esperamos que os autores sejam punidos. No ano passado, aconteceram repetidas vezes esses incêndios sem que a gente conseguisse fazer a identificação dos autores. Isso acaba gerando uma impunidade. Acaba tendo toda uma mobilização para fazer o combate, causando um prejuízo enorme pro parque – afirmou Cardoso.

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Grandes Proporções

Em 2019, houve até uma audiência pública em Palhoça para debater a situação do Parque, alvo de uma série de incêndios que atingiram mais de mil hectares em setembro, na região da Baixada do Maciambu.

- Os incêndios do ano passado tiveram início em área de lixo, em resto de móvel – destacou Cardoso.

Conforme Cardoso, na maioria dos casos os incêndios são controlados, mas podem atingir grandes proporções quando favorecidos por questões climáticas.

- Há uma série de fatores que contribuem para que o incêndio se propague rápido, que é um grande período de seca, intensidade do vento, quantidade de fogo que a pessoa coloca naquele momento – observou.

Solução

Segundo o comandante, um plano de contingência está sendo elaborado pelo governo do estado para resolver a situação. O trabalho tem participação do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Instituto do Meio Ambiente e representantes das comunidades.

- Trabalhamos em uma série de medidas para minimizar esse problema de colocação de fogo na área do parque. Cada um vai elaborar propostas para apresentar à população para mudar esse hábito – declarou.

Ouça a entrevista:

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