Conhecida por ter sido panicat no programa Pânico na TV, Ana Paula Leme, de 47 anos, foi detida na última segunda-feira (28) por suspeita de crime de desacato contra policiais em Campinas, interior de São Paulo. Esta é a terceira vez que ela é presa em nove meses. As informações são do g1.

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Ana Paula Leme tem 184 mil seguidores no Instagram. Na bio, ela diz que é jornalista e ex-participante dos programas Pânico e Casa Bonita, além de ser ring girl.

Veja fotos de Ana Paula

O que aconteceu

Ana Paula foi detida na última segunda-feira após funcionários de uma loja da rede Oxxo acionarem a polícia relatando que uma cliente estaria “visivelmente alterada” e discutindo com clientes. De acordo com a Polícia Militar, ela recebeu voz de prisão, mas ofereceu resistência e não quis se identificar. Porém, os policiais reconheceram a ex-panicat e a levaram até a delegacia.

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Na viatura, os policiais relataram que Ana Paula conversava com falas desconexas. Ao chegar na delegacia, aparentava estar alterada, falando alto com os policiais. O caso foi apresentado no 1º Distrito Policial de Campinas. A ex-panicat assinou um termo circunstanciado por desacato, foi ouvida e liberada.

Outras prisões

No dia 20 de julho de 2024, Ana Paula foi presa pela primeira vez por embriaguez ao volante, desacato, ameaça e injúria em uma loja de conveniência em Campinas. Ela teria humilhado uma funcionária a chamando de “vaca gorda”.

Quando a PM chegou ao local, Ana discutiu com os policiais e chutou um deles na genitália. Em outubro do mesmo ano, ela foi condenada pelos crimes de embriaguez ao volante, resistência à prisão e desacato. A pena imposta foi de um ano e três meses em regime aberto, além da perda do direito de dirigir por dois meses.

No dia 31 de janeiro deste ano, porém, Ana Paula foi presa em flagrante por dirigir embriagada em Campinas. Na ocasião, a Justiça determinou medidas cautelares, como a suspensão da CNH por seis meses e o recolhimento domiciliar noturno.

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O que diz a defesa

A advogada Caroliny Chang Rodrigues, que representa a panicat, negou que ela tenha oferecido resistência na ultima segunda-feira e que Ana Paula passa por uma situação de “estigma social” por conta dos episódios recentes de embriaguez ao volante.

“Esclarece-se, de modo categórico, que não houve qualquer prática de infração penal. A cliente, embora exaltada em razão do estado etílico e da abordagem, não ofereceu resistência física, tampouco foi flagrada em situação que justifique juridicamente sua detenção. É importante destacar que o histórico anterior da cliente – relacionado a outros episódios de embriaguez ao volante, já resolvidos judicialmente – não podem servir como estigma social nem justificar perseguições ou abordagens desproporcionais”, diz a nota.

Ainda segundo a defesa, a presença da Polícia Militar na loja foi acionada “por terceiros” e os agentes de segurança, “equivocadamente”, presumiram que ela estaria conduzindo veículo automotor. De acordo com a advogada, ela estava a pé.

Caroliny Chang Rodrigues ainda aponta “inadequação da abordagem policial”, considerando que, segundo ela, “a jurisprudência tanto do Superior Tribunal de Justiça (STJ) quanto do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reafirma que, para que haja o dolo necessário para a caracterização do crime de desacato, o acusado deve ter plena consciência e intenção deliberada de se opor à autoridade”.

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“O estado de embriaguez severa da cliente afetou diretamente a sua capacidade de agir intencionalmente, o que exclui o dolo e afasta a configuração desses crimes”, completou a defensora.

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