A vereadora Carla Ayres (PT), de 34 anos, foi eleita para a Câmara Municipal de Florianópolis em 2020 e está no seu primeiro mandato em cargo público. A parlamentar sofreu assédio dentro do plenário durante uma sessão legislativa na quarta-feira (7). Ela foi abraçada e beijada à força pelo colega Marquinhos Vieira (PSC).

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Carla nasceu em Jales, interior de São Paulo, é cientista social e doutora em Sociologia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Militante desde a juventude, aos 16 anos se filiou ao Partido dos Trabalhadores, onde permanece até hoje.

Em Florianópolis, Carla Ayres foi uma das fundadoras da ONG Acontece, que atua para o avanço dos direitos da população LGBTQIA+, e participou ativamente da criação do Conselho Municipal LGBT. Ela também contribuiu para consultorias internacionais do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com ênfase em políticas públicas no Brasil.

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Na eleição para seu primeiro mandato como vereadora, em 2020, Carla recebeu 2.094 votos. Na atual legislatura, é a parlamentar mais jovem de Florianópolis. Em 2018 e 2019, esteve como suplente na Câmara da Capital.

Nas eleições de 2022, concorreu para o cargo de deputada federal. Apesar de não ter sido eleita, conquistou 39.609 votos. Com o resultado, será a primeira suplente da Federação Brasil da Esperança de Santa Catarina na Câmara dos Deputados.

Assédio dentro da Câmara

A vereadora foi assediada pelo seu colega de parlamento Marquinhos da Silva (PSC) durante sessão da Câmara Municipal realizada na quarta-feira (7). Os dois tiveram uma discussão política normal e, após a troca de ideias, o parlamentar segurou a mão da parlamentar, se levantou, abraçou-a por trás e a beijou no pescoço. A petista, instintivamente, afastou o rosto e seguiu caminhando.

— Simplesmente eu desci da tribuna. Estávamos numa discussão de projeto , ajustando alguns entendimentos. Quando eu desci ele fez uma gracinha me puxando pelo braço, do tipo “foi convencida vereadora”, com ar de torcida como se “a base ganhou o debate”. Dai eu disse: Marquinhos, isso é uma discussão seria, não é torcida. E virei. Daí ele veio por trás e fez aquilo — afirmou Carla ao colunista Renato Igor.

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Nesta quinta-feira (8), a parlamentar se manifestou publicamente sobre o assédio e confirmou que pretende formalizar uma denúncia junto à polícia.

— Eu me sinto enojada em relação aquela postura, mas afirmo para todas as mulheres de Florianópolis e de Santa Catarina, a qual a minha representação diz respeito, que eu não vou deixar por isso. Não é só manifestação em redes sociais. Isso não dá liberdade para nenhum colega agir assim comigo ou com qualquer outra vereadora — disse a vereadora petista à repórter Bruna Radtke, da NSC TV. 

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