O influenciador Gabriel Saletti Pinotti foi preso pela Polícia Federal suspeito de aplicar golpes milionários de falsos investimentos financeiros. Nas redes sociais, ele ostentava uma vida de luxo, com viagens internacionais, casas de alto padrão e carros luxuosos. As informações são do g1.

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A vida que ele mostrava nas redes sociais contrastava com as mensagens de desespero que recebia das vítimas dos golpes, desesperadas por não receberem os valores conforme prometido pelo influenciador.

Pelo menos 200 pessoas teriam sido vítimas do golpe, em um prejuízo de cerca de R$ 15 milhões, de acordo com as investigações da Polícia Federal.

“Pinotti, como fica a situação da devolução do dinheiro efetivamente? Cara, era a única fonte de renda nesse momento. Estou desempregado e com todas as contas atrasadas. Estou arrasado”, diz uma das mensagens.

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“Para ser bem sincera, estou bem desesperada. Como já falei acho que aqui, a grana ia servir para tratamento de câncer da minha mãe. Como disse, não é só dinheiro, e, sim, vidas. Estou correndo atrás de empréstimo no banco, porque nem comer e dormir consigo”, afirma outra pessoa, em mensagem para Gabriel.

Preso após operação policial

Morador de um prédio de alto padrão na zona Sul de Ribeirão Preto (SP), o influenciador foi preso na terça-feira (18) na operação “Take Profit” (“Obter Lucros” em inglês), que foi divulgada nesta quinta (20).

De acordo com a polícia, os conteúdos publicados pelo influenciador supostamente ensinavam sobre a modalidade de investimentos “Day Trade”, que envolve operações de compra e venda de ativos no mercado financeiro em um único dia.

Porém, o objetivo dos conteúdos era atrair pessoas para um fundo de investimento falso. O suspeito utilizava os valores para bancar a vida de luxo, com “manutenção de um estilo de vida exuberante e ostentador, até mesmo como estratégia de conferir uma aparência de investidor de sucesso”. Já os investidores não recebiam o valor que era prometido, afirma a Polícia Federal.

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O influenciador deve responder por crimes financeiros, lavagem de dinheiro, exercício ilegal de atividade de assessor de investimento sem autorização e crime contra a economia popular. As penas, somadas, podem chegar a 48 anos de prisão.

A defesa de Gabriel disse à EPTV, afiliada da TV Globo, que irá se manifestar somente após ter informações sobre o processo.

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