Artur Paschoali, um estudante de 19 anos da Universidade de Brasília (UnB), viajou para o Peru com amigos em setembro de 2012 e decidiu estender a viagem sozinho. Ele desapareceu em 21 de dezembro de 2012, após enviar uma última mensagem para a mãe, no dia anterior. Quase 12 anos depois, o paradeiro do jovem segue um mistério. As informações são do g1.

Continua depois da publicidade

Receba notícias de Santa Catarina pelo WhatsApp

O jovem estava trabalhando em Santa Teresa, perto de Machu Picchu, e planejava ficar mais uma semana. Ele segue na lista de pessoas desaparecidas da Interpol.

— Não sinto que esteja vivo, perdido ou que raptaram ele. Desde o princípio, meu coração sentia que não estava vivo — diz Susana Paschoali, mãe de Artur.

Ela diz ainda que a frustração é uma das maiores dores.

Continua depois da publicidade

— Você sabe que poderia ser diferente, mas não teve possibilidades. Tentamos muito, vendemos coisas, fiquei cinco meses, meu ex-marido ficou quase três anos indo e voltando. […] É como se a gente achasse que poderia saber algo, mas não nos foi permitido — diz a mãe de Artur.

Susana, que se mudou para Portugal, conta que ao tentar se proteger da dor encontrou conforto na religião.

— Eu já vi o Artur algumas vezes. Quando íamos para o Peru, no dia 31 de dezembro, no meu aniversário, fiz uma prece e senti ele me abraçando. Ali eu disse para o meu ex-marido que ele morreu — afirma Susana.

Ela acredita que o filho tenha morrido dias após a última mensagem, em 20 de dezembro de 2012. Durante a viagem, ele se comunicava com os pais somente por meio do Facebook. Por outro lado, o ex-marido dela, e pai de Artur, acha que o filho está vivo.

Continua depois da publicidade

— Ele falou que estava tudo bem e que estava quase virando gerente de um hostel — lembra a mãe, Susana Paschoali.

Sem ter mais notícias, a família ligou para albergues da cidade de Santa Teresa, e o dono de um hostel avisou que tinha um jovem desaparecido na região. Os pais embarcaram para o Peru no dia 31 de dezembro de 2012.

Susana relembra que, sem apoio da polícia e das autoridades peruanas e brasileiras, levou o caso para a imprensa. Ela e o ex-marido ficaram quatro meses no Peru depois do desaparecimento do filho.

Ela conta que sofreram ameaças de morte, mas não desistiram da busca. Eles recebiam informações anonimamente de pessoas da região.

Continua depois da publicidade

Depois de algum tempo, a polícia do Peru passou a investigar o caso como um crime e não somente como desaparecimento. Mas ninguém foi preso. Segundo a família, por se tratar de uma região de tráfico, “as autoridades tiveram receio de apurar o desaparecimento a fundo”.

Foram anos de investigação, de procura, de ameaças, informações e pistas e a família não tem uma resposta sobre o que aconteceu com o jovem.

— O povo da cidade queria nos ajudar, mas a gente sempre esbarrava em uma determinação policial ou em alguém que tivesse o poder na região — diz Susana Paschoali.

Quem era Artur Paschoali

Continua depois da publicidade

A mãe diz que o filho era extremamente carinhoso. Em um Dia das Mães, ele estava em uma viagem com colegas e enviou uma mensagem para Susana dizendo que todos os dias eram dela.

— O jeitinho dele era muito amoroso. Chegava perto e já abraçava — diz Susana.

O jovem, que era apaixonado por viagens, em 2024, estaria com 31 anos.

— Eu sinto que ele era um menino aberto, zen, ele era muito do mundo — diz a mãe.

Leia também

Neve, chuva congelante ou frio extremo: o que esperar do tempo em SC nesta quarta

Aposta de SC garante prêmio em sorteio de R$ 8,3 milhões da Timemania

Destaques do NSC Total