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Feminicídio

Quem era manicure morta por ex-companheiro em Paial, no Oeste de SC

Clarice Libino, 38 anos, foi morta no salão de beleza onde trabalhava na tarde de segunda-feira (7)

08/06/2021 - 12h41 - Atualizada em: 09/06/2021 - 12h35

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Catarina
Por Catarina Duarte
Clarice foi atingida com pelo menos cinco tiros e morreu ainda no local
Clarice foi atingida com pelo menos cinco tiros e morreu ainda no local
(Foto: )

A manicure morta pelo ex-companheiro em Paial, no Oeste de SC, foi identificada. Ela era Clarice Libino, 38 anos. A vítima e o suspeito foram casados por 20 anos e estavam separados há poucos meses. O casal teve dois filhos. 

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O crime aconteceu no salão de beleza onde Cibele trabalhava, localizado na rua Santa Catarina. Segundo a polícia, no momento em que foi atingida por pelo menos cinco disparos, a manicure atendia uma cliente.

O luto tomou a cidade de pouco mais de 1.400 habitantes. Várias mensagens de moradores e amigos de Clarice foram compartilhadas nas redes sociais.

“Você não sorria somente com a boca, mas com os olhos e coração. Jamais será esquecida por ser esta mulher guerreira, lutadora, ótima mãe e muito simpática”, escreveu uma amiga.

A página da Igreja Assembleia de Deus de Paial também compartilhou um texto em homenagem a Clarice.

“É com muita tristeza que comunicamos aos amigos o falecimento da nossa querida irmã Clarice Libino, grande guerreira, batalhadora e dedicada na obra de Deus”, escreveu o pastor Gelson Antunes.

O crime

Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 15h30min de segunda-feira (7). Clarice morreu ainda no local e o suspeito fugiu.

O ex-companheiro da vítima foi preso ainda na noite de segunda. Ele fugiu logo após os disparos, mas foi encontrado na casa de parentes no interior do município.

Segundo o delegado Marcos Giovanni Silva, responsável pelas investigações, o caso é tratado como feminicídio.

— No auto de prisão em flagrante eu enquadrei como homicídio qualificado pelo feminicídio. Inclusive com outras duas qualificadoras, sendo o motivo fútil porque eu entendi que ele fez isso em razão de ciúme, E também por dificultar a defesa e reação da vítima na hora do ataque — disse.

Ainda de acordo com o delegado, a vítima não tinha medidas restritivas contra o suspeito.

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