Tiradentes é um dos feriados que marcam datas históricas no Brasil. No dia 21 de abril, as pessoas param para lembrar de um dos heróis do país. Mas quem foi Tiradentes e por que ele foi morto enforcado?

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Ele foi esquecido durante o período colonial e só foi lembrado e considerado herói muitos anos depois, durante a República. Tiradentes acompanhou de perto o embate entre a coroa e o povo mineiro, que tinha de pagar impostos altíssimos.

Os republicanos procuravam exaltar figuras que tivessem enfrentado a monarquia. Tiradentes foi escolhido pelo caráter da sua condenação. Republicano convicto, ele foi considerado como um mártir do movimento republicano e, portanto, um herói nacional.

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Foi então que o dia 21 de abril, a data de sua morte, foi considerado feriado nacional.

Quem foi Tiradentes?

Tiradentes era apenas o apelido. O nome real do ativista político é Joaquim José da Silva Xavier. Ele nasceu em 1746, em um distrito mineiro que se chamava São João del-Rei. Hoje o local é a cidade de Tiradentes.

Quarto filho entre sete irmãos, ele nasceu em uma família humilde e, devido à morte precoce dos pais precisou trabalhar desde os 11 anos. Tiradentes foi militar no posto de Alferes, tropeiro, minerador, comerciante, farmacêutico e, finalmente, dentista.

Joaquim, nome verdadeiro dele, cresceu na casa do padrinho, o cirurgião Sebastião Ferreira Leite, que era especialista em arrancar dentes. Foi com ele que Joaquim aprendeu o ofício de dentista – o que lhe valeu o apelido de Tiradentes.

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Em suas muitas profissões, Tiradentes sempre sentiu a opressão dos portugueses sobre a colônia de Minas Gerais. Como minerador e tropeiro, viu a decadência da mineração na região – e os portugueses acusavam os colonos, que diziam que as minas estavam esgotadas, de estarem burlando a coroa.

Como militar, Tiradentes foi nomeado comandante da Patrulha do Caminho Novo, que ligava Minas Gerais ao Rio de Janeiro. Por ali, passava toda a produção de ouro e diamantes com destino ao porto, rumo a Portugal.

A morte de Tiradentes

A rainha da época, D. Maria I, analisou as dez sentenças de morte dos inconfidentes. Ela perdoou nove deles – e apenas os sentenciou ao exílio do Brasil. Tiradentes foi o único que permaneceu condenado à morte.

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Não se sabe a causa exata para que D. Maria I não tenha perdoado Tiradentes. A primeira hipótese é que, como Tiradentes assumiu a responsabilidade pela Inconfidência Mineira durante o interrogatório, a coroa o tenha considerado perigoso demais. A segunda hipótese é que a sentença só foi mantida a Tiradentes por ele não pertencer à elite mineradora e, portanto, não possuir influência na coroa.

Tiradentes foi enforcado no Largo da Lampadosa, no Rio de Janeiro, na manhã de 21 de abril de 1792. Depois, seu corpo foi esquartejado em quatro partes e espalhado pela estrada de acesso a Ouro Preto. Sua cabeça foi exibida em uma estaca na praça central da cidade.

Pode-se dizer que Tiradentes virou uma espécie de “bode expiatório” da Coroa Portuguesa: ele pagou pelo movimento e serviu de exemplo à população, para que ninguém mais ousasse se rebelar contra a coroa.

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