O diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mario Seabra, e o delegado federal de Minas Gerais, Rodrigo de Melo Teixeira, que estava cedido para a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), estão entre os presos em uma operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (17). A investigação apura uma organização criminosa que atua no setor de mineração para fraudar licenças ambientais por meio de pagamento de propina para agentes públicos. As informações são do g1.
Continua depois da publicidade
Seabra Filho é advogado de formação e um dos diretores que compõem a cúpula do órgão. Segundo o relatório da PF, ele “atuou de forma deliberada e coordenada com os demais integrantes da organização criminosa, com o objetivo de favorecer os interesses privados da organização criminosa vinculados.”
Rodrigo de Melo Teixeira é ex-diretor da PF na Diretoria de Polícia Administrativa. Ele foi nomeado no início da gestão do atual diretor-geral Andrei Rodrigues e ocupou a função de diretor de Polícia Administrativa entre 2023 e 2025. Ele é suspeito de ser sócio de uma empresa no setor de mineração.
A prisão dele faz parte de uma ação da PF que cumpre 22 ordens de prisão temporária e 79 mandados de busca e apreensão, em Belo Horizonte e em outras regiões de Minas Gerais. Os investigados são suspeitos de obter autorizações e licenças de extração e manuseio de minérios em áreas tombadas, segundo a PF, com alto risco de desastres e perto de unidades ambientais.
De acordo com a corporação, eles arquitetaram uma rede de empresas e operadores para garantir a continuidade de empreendimentos minerários ilegais, mediante corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, fraudes documentais, e lavagem de dinheiro.
Continua depois da publicidade
O inquérito aberto em 2020 aponta que o grupo criminoso corrompeu integrantes de diversos órgãos, como a Agência Nacional de Mineração (ANM), IPHAN, Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas (FEAM), Secretaria de Estado do Meio Ambiente, entre outros.
Segundo a investigação, mais de R$ 3 milhões foram pagos em propina a agentes públicos. Alguns dos alvos investigados são suspeitos de receber mesada para favorecer os interesses da organização criminosa.
O NSC Total tenta localizar as defesas dos investigados. A ANM ainda não se manifestou. O espaço segue aberto.
Veja fotos da operação
Continua depois da publicidade
Quem são os outros alvos
Além do diretor da ANM, segundo a PF, entre os alvos de pedido de prisão preventiva estão os empresários:
- Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como chefe do grupo criminoso;
- Helder Adriano de Freitas, sócio de Alan na empresa mineração Gutesiht e apontado como articulador com servidores públicos e representantes de órgãos ambientais para manipular processos de licenciamento;
- e João Alberto Paixão Lages, também sócio de Alan na mesma empresa e articulador do esquema.
- Os investigados são suspeitos de obter autorizações e licenças de extração e manuseio de minérios em áreas tombadas, segundo a PF, com alto risco de desastres e perto de unidades ambientais.
Além dos pedidos de prisão dos empresários, a Justiça Federal determinou o afastamento de:
- Fernando Baliani da Silva, funcionário estadual da FEAM;
- Breno Esteves Lasmar, do Instituto Estadual de Florestas (IEF);
- Fernando Benício de Oliveira Paula, do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).
Leia também
Ruy Fontes usava carro da esposa quando foi executado a tiros em SP









