O Departamento de Estado dos Estados Unidos revogou, nesta quarta-feira (13), os vistos americanos de Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman e seus familiares, que atuaram no Ministério da Saúde com o programa Mais Médicos. O secretário Marco Rubio criticou o programa nas redes sociais e o chamou de “fraude diplomática”.

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Mozart e Kleiman participaram ativamente do planejamento e da implementação do programa no Brasil. No governo, Mozart, que é trabalha atualmente como Secretário de Atenção Especializada à Saúde, é conhecido por ser o “pai dos Mais Médicos”.

Isso porque durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2013, ele criou o programa ao lado do atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que também estava na pasta na época.

Quem é Mozart Júlio Tabosa Sales

Mozart é formado em medicina pela Universidade de Pernambuco e sempre atuou ao lado de Padilha, já que ele sempre ocupou cargo de assessor especial durante os mandatos de Alexandre Padilha, desde o comando da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula em 2009, até o terceiro mandato, entre 2023 e fevereiro de 2025.

Quem é Alberto Kleiman

Já Kleiman foi diretor do Departamento de Relações Internacionais do Ministério da Saúde de abril de 2012 a janeiro de 2015, quando o Mais Médicos foi criado. Agora, ele é o coordenador-geral para COP30 da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

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Kleiman também foi diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em Washington, nos Estados Unidos, até fevereiro de 2022 e já trabalhou em órgãos como o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

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O que os EUA alegam

De acordo com o secretário de Estado Marco Rubio, que anunciou a revogação dos vistos em uma rede social, os funcionários brasileiros “foram responsáveis ou envolvidos na cumplicidade do esquema coercitivo de exportação de mão de obra do regime cubano, que explora trabalhadores médicos por meio de trabalho forçado. Esse esquema enriquece o regime cubano corrupto e priva o povo cubano de cuidados médicos essenciais”.

O Mais Médicos

Criado em 2013 pelo governo de Dilma Rousseff (PT), o programa tinha como objetivo levar médicos às periferias das grandes cidades e para o interior.

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À época, críticas foram direcionadas ao programa por contar com a possibilidade de que médico estrangeiros atuassem, como profissionais de Cuba, já que o governo brasileiro tinha uma parceria com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em 2018, a participação de médicos cubanos foi encerrada, por iniciativa da capital Havana. No mesmo ano, o programa teve o nome alterado para Médicos pelo Brasil, pelo governo de Jair Bolsonaro (PL). Agora, com a volta do nome Mais Médicos com o governo Lula (PT), são mais de 24,7 mil médicos atuando em 4,2 mil municípios, com médicos de Cuba só podendo atuar após uma prova de validação do diploma no Brasil.

*As informações são do g1 e do O Globo

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